Como o Cerebro gera Mente Emaranhada com a Realidade
criando um Eu e um Universo



por Martha Freitas & Wal Torres
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Escrito em 2011
Repensado em Setembro de 2012
Pensado de novo em dezembro de 2012
De novo em março de 2013
Revisto em 20 de abril de 2013
Continuamente repensado e em construção

Introdução

Existe uma Realidade.


Estamos imersos nela, existimos em relação a ela e pertencentes a ela.
Nosso sistema nervoso (apelidado aqui como Cerebro), por seus sensores, se relaciona com essa Realidade.

Essa Realidade consiste de funções de onda - não são micro-bloquinhos de materia classica como Newton imaginava. Isso sabemos neste seculo XXI com toda certeza.
Essas funções de onda provocam mapeamentos com os elementos sensoriais - através de um mecanismo estranho.

Cada organismo tem seu sistema de sensores e através deles e pelo retrabalho da informação gerada por eles, gera para si e em si um EU - e um universo percebido por esse EU.

Isso é Fato Inconteste - isso é observado cotidianamente por todo e cada ser humano - isso é fato cientifico inconteste.

Formamos um EU e vivemos enclausurados nele, como se estivessemos pilotando a nós mesmos - perbendo um universo a partir de nosso proprio Eu imerso nele.

Pergunta: O que hoje a neurobiologia estuda e considera seria possivel num Cerebro não quantico? Cerebro não-quantico inserido de uma realidade quantica? Essa é uma questão tão obvia, que poucos se ousam perguntar.

FATO INCONTESTE: TUDO NA REALIDADE QUE PERCEBEMOS É QUANTICO EM SUA ESTRUTURA.

Pergunta: - se sabemos que tudo é quantico (sabemos desde o inicio do século XX), e nossos Cerebros só funcionam porque são quanticos em relação a uma Realidade quantica, porque a neurobiologia - outras biologias, e outras logias - ignoram o fato dessa Realidade quantica? Porque ainda se pensa teorias que ignoram esse fato inconteste?

Hoje sabemos no seculo XXI, que toda Realidade é quantica conforme o que se costumou chamar de Modelo Padrão da Fisica Quantica.

Pergunta: porque as logias academicas fogem dessa realidade?

Essa fisica estabelece que na Realidade, o que existe são estados quanticos, que existem quando em relação, como estados emaranhados => quando um estado determina intimamente a condição de outro estado relacionado - como um dual do estado relacionado.

Emaranhados nessa Realidade


O exemplo mais simples e conhecido desse emaranhamento de estados são os gatos - ou os estados (kets) do gato de Shrodinger - como descreve muito bem Gustavo Rigolin

Vamos brincar um pouquinho de fisica usando a simbologia de Dirac?

No nosso caso, podemos chamar de


|Realidade> o ket que define o estado quantico da Realidade de tudo o que podemos definir como real = |R>

|Cs> o ket que define o estado quantico dos sensores do Cerebro do organismo observador ao observar a Realidade pelo emaranhamento.Os sensores neurais são a vanguarda de cada organismo para perceber/observar o meio, estando necessariamente em intima relação com o meio observado - quanticamente isso significa a priori estar emaranhado com e no meio observado/percebido.

|Cs +t> o ket que define o estado quantico do erebro do organismo observador ao observar a Realidade pelo emaranhamento nela incluindo o retrabalho das informações pelo Cerebro = |C>

|Rc> o ket que define o estado da relação Realidade/Cerebro para cada organismo que percebe.

|Mente de um organismo> = |sensação de Eu sou do organismo + o Universo percebido pelo organismo> = |Cs+t> = o ket que define a percepção de realidade pelo organismo observador, que observa a Realidade = |M>

FATO INCONTESTE: Cada organismo se percebe como um EU, e percebe um UNIVERSO PROPRIO - um universo definido e limitado pelas potencialidades de seu Cerebro - cerebro como definido neste trabalho, como sistema nervoso. Uma membrana numa célula, o SNC-sistema nervoso central num ser mais complexo.

Uma relação logica e simbolica fundamental da Percepção por cada Organismo (ser vivo)


Podemos então definir a relação logica e simbolica:

|M> = a|Rc>|Ms> + b|Rc>|Mn> (1)

A relação (1) é valida para cada e todo organismo (humano, canino, ou uma bacteria) individual, onde

|Ms> = o ket que significa as realidades que o organismo pode perceber por ter um Cerebro capacitado com sistemas para perceber essas realidades

|Mn> = o ket que significa as realidades que existem em |R> mas que o organismo não tem sensores para perceber.

Se definirmos que o organismo tem a capacidade de perceber digamos N aspectos da realidade, poderiamos dizer que:

|M> = Dentre as infinitas possibilidades de existencia de diferentes aspectos ou variaveis em |R> o organismo tem Cerebro com sensores para perceber N caracteristicas, estando emaranhado com |R> nessas N e nas demais - mesmo que não as possa perceber. Se vier o organismo - como o humano - a desenvolver instrumentos que aumentem o espectro de seus sensores (como microscopios, etc), ele estará emaranhado com |R> também para essas novas potencialidades sensoras que adquiriu (no momento que o humano observa ampliado num microscopio, não é o microscopio mas o Cerebro humano quem observa).

Assim, cada |M> de cada individuo de cada especie de organismos, percebe |R> a sua medida, mas sempre percebe |R> em sua totalidade, no limite de sua capacidade de percepção.

|M> = |Cs+t> = |criação da sensação de um EU + um Universo> (com novas capacidades do Cerebro - pela evolução biologica natural ou pela tecnologia - |Ms> pode crescer e |Mn> diminuir.

Vamos ver um exemplo simples, como uma bacteria percebe:

Bacterias inteligentes fazem como Abelardo


Na Idade Media, houve um grande lógico - um frade e professor de lógica e matematica, chamado Abelardo. O amor de Abelardo por Heloisa ficou famoso, e teve um final tragico para ambos - principalmente para Abelardo.

Abelardo desenvolveu o que chamamos de lógica formal. Como funciona o pensamento lógico, em suas regras basicas. Tão basicas que veremos qualquer bacteria sabe a lógica de Abelardo. Pena que nem todos os humanos as conheçam com clareza.

Abelardo estabelece que formalmente o pensamento lógico tem por base duas premissas - que levam a uma conclusão ou consequencia lógica.

Por exemplo:

Premissa Maior => Uma situação geral, que expressa uma realidade verificavel => Todo leão é carnívoro

Premissa menor => Uma situação particular, também verificavel => Simba é um leão.

Conclusão => consequencia lógica => Simba é carnívoro.

Essa lógica de Abelardo é geral, completamente geral.

E é sabida por toda bactéria!

Como uma bactéria percebe?

Usando a lógica de Abelardo! Vejamos:

O Cerebro da bacteria é sua membrana, que está em contato com a Realidade. A membrana raciocina - não explicitamnte mas implicitamente assim:

Premissa maior => Toda bacteria deste tipo precisa de ph tal, temperatura tal, pressão tal, moleculas para alimentação tais, etc.. para sobreviver

Premissa menor => EU sou uma bacteria desse tipo! (e verifica pelo emaranhamento quantico a temperatura, pressão, ph, etc..)

Conclui => o ambiente está bom! posso viver tranquilamente. Ou que droga, preciso fugir daqui! ou preciso... e passa, PELA CONSEQUENCIA LÓGICA, à ação como uma bacteria. O Cerebro da bacteria repete esse questionamento quase continuamente, momento após momento, enquanto a bacteria estiver viva.

Nós humanos, pretenciosamente chamamos todo esse raciocinio lógico da bacteria com base em Abelardo como Instinto, como uma coisa insignificante.

Ledo engano.

A bacteria raciocina com seu Cerebro, através de seu emaranhamento com a Realidade, e assim sobrevive, se reproduz, alimenta, infesta um organismo humano, por exemplo. Cada organismo assim gera um EU (do seu tipo), e um Universo (do seu tipo), e assim vive imerso numa Realidade desconhecida, hipercomplexa, mas quantica certamente.

Só uma membrana quantica numa Realidade quantica poderia gerar um EU e um Universo pelo emaranhamento quantico - gerando vida, reações autonomas a estimulos, de forma inteligente conforme a logica formal de Abelardo.

Vamos a outro exemplo, mais humano.

Como o Joãozinho percebe as coisas e seu universo


A capacidade visual (ou auditiva, tatil, olfativa, degustativa, etc) no ser humano. O organismo humano percebe fotons - percebe luz em determinadas faixas de frequencias. Vamos imaginar que percebesse em todas as frequencias possiveis para simplificar. |M> neste caso seria a percepção visual - a geração visual de um eu olho - e eu vejo o universo - na percepção mental do menino Joãozinho.

|Cs> seria o estado dos olhos do Joãozinho ao perceber uma arvore, um copo de agua, a louza na escola, a Mariazinha e suas tranças, a Lua, ou o ceu estrelado, ou...

|Cs+t> seria então a mente - a percepção do Joãozinho como um eu, de tudo o que ele ve - ou seja de tudo que o olho capta e o cerebro retrabalha como imagem - que se identifica diretamente como AS COISAS REAIS que o Joãozinho percebe visualmente - inclusive como ele se ve.

Teriamos então:

|M> = a |R>|Ms> + b |R>|Mn> aplicado à capacidade de percepção como visão do Joãozinho, inserido na Realidade.

Cada aspecto da Realidade, cada foton, poderia potencialmente ser visto pelo Joãozinho - ou seja, se o coeficiente a fosse a=1 e b=0 (note-se que a2 + b2 = 1) sendo a2 o quadrado de a a probablidade dos sistemas visuais de Joãozinho perceberem, e b2 a probabilidade de não perceberem.

A resolução dos sensores do Cerebro do Joãozinho


Sendo assim, se Joãozinho tivesse olhos na mesma resolução da realidade, percebendo todas as frequencias, teriamos certamente um emaranhamento completo de dois estados puros (admitindo |M> um estado puro, sabendo que |R> é um estado puro).

E se Joãozinho só percebesse uma faixa limitada de ondas?

Para as ondas que ele percebesse continuariamos tendo o mesmo, apenas a não seria mais 1 mas menor que 1 - porque b não seria 0. Essa aliás é a realidade da visão humana.

Note-se que se considerassemos apenas as frequencias percebidas por Joãozinho, para essas frequencias o correspondente de a seia ainda 1, ou seja, o emaranhamento seria total para a frequencia percebida.

E se além de não perceber todas as frequencias, o sistema de percepção dele (|Cs>) fosse muito grosseiro, de muito mais baixa resolução do que |R> o que teríamos? não tendo a correspondencia a cada foton um pixel de imagem mental - o que certamente não ocorre, pois na verdade a cada dezenas, centenas, milhares ou mais de fotons tem-se um pixel de imagem visual mental - um mapeamento grosseiro, o que ocorre?

Ocorre que |Ms> não é um estado puro, mas uma mistura de estados.

Assim, além de a diminuir (a probabilidade do emaranhamento diminuir) com a falta de frequencias perceptiveis, o emaranhamento diminui se a capacidade de percepção for pequena, o que acarreta a diminuição de a e a perda da qualidade do emaranhamento.

Até o limite da cegueira completa e total do Joãozinho - nesse caso o emaranhamento visual dele é nulo - ou seja, b se iguala a 1, e a se iguala a 0.

Vamos ver um exemplo bem simples do Joãozinho e sua percepção visual. Ele está num quarto fechado e escuro, nenhum foton. Seu universo naquele momento é um quarto escuro e fechado. Uma fonte de luz vermelha, emite 1000 fotons, de repente, e outra afastada emite 500 fotons de luz verde. Numa outra parte da sala outra fonte emite 90 fotons de luz vermelha e em outra, duas fontes muito proximas e contiguas emitem uma 50 fotons verdes e outra 60 fotons vermelhos.

O que vai perceber Joãozinho, se a sensibilidade de sua visão for perceber apenas a cada 100 fotons um pixel - como estará seu |Cs> ao ver as fontes de luz?

Uma luz vermelha de 10 pixels
Uma luz verde mais fraca de 5 pixels
Uma luz marron de 1 pixel bem fraquinha

Ele não vai perceber a luz vermelha abaixo de sua resolução de percepção de apenas 90 fotons.

Ou seja a realidade de 1000 fotons vermelhos mais 500 fotons verdes, mais 90 fotons vermelhos mais 60 vermelhos e 50 verdes foi EMARANHADA ENTRE |R> e |Cs> é percebida como 10 pixels vermelhos mais 5 verdes, mais 1 marron.

A baixa resolução do sensor limita o emaranhamento - o emaranhamento não é mais entre estados puros, mas misturados - mas o emaranhamento existe e é o maximo permitido pelas capacidades do Cerebro do organismo de Joãozinho.

O Emaranhamento na percepção visual do Joãozinho


Nossa relação logica e simbolica basica (1):

|M> = a |R>|Ms> + b |R>|Mn>

é muito geral, mas dá poucos detalhes sobre o que está acontecendo. Vamos tentar detalhar um pouquinho.Sabemos pelos postulados da MQ (mecanica quantica) que os estados se superpoem, ou seja, eles podem ou não ocorrer.... a e b definem probabilidades de ocorrer uma coisa ou outra, mas as equações da MQ não defiem necessariamente o que vai ocorrer ou ocorreu, ou está a ocorrer. Esta relação (1) vamos chamar como fez von Neumann, nos anos 30 do século passado, de Processo 1. Absolutamente real, geral e irrestrito - mas não determinado, ou seja esse processo diz a probabilidade de ocorrer mas não o que ocorreu ou ocorre. Von Neumann definiu um outro processo, que chamou-se de colapso da onda, ou Processo 2 - ou seja, a indeterminação é perdida, a entropia cresce e o Processo se define - COMO PERCEPÇÃO NO CEREBRO DE JOÃOZINHO.

Quando Joãozinho percebe as luzes, mesmo imperfeitamente, o que acontece com as luzes? NADA, elas estavam e continuam lá, elas não colapsaram porque o Joãozinho as percebeu, nem colapsaram em |R> como Joãozinho percebeu, mas sempre estiveram lá - desde que começaram.

O Processo 2 existe e funciona NO CEREBRO DO JOÃOZINHO EMARANHADO COM |R>.

Sem Joãozinho não existe Processo 2.

Sem Joãozinho e seu Cerebro existe o Processo 1 para sempre indeterminado.

Nada impede que a Mariazinha e seu Cerebro gerem um Processo 2 e Mariazinha também perceba o que Joãozinho pecebeu - à sua maneira. Se Joãozinho percebeu, ele não afetou |R> e Mariazinha pode perceber como se Joãozinho não tivesse percebido.

Além da Percepção - Joãozinho mantendo a Atenção


Agora Joãozinho sai da caixa preta onde estava e vai à praia. Céu azul, ao longe uma linda ilha cheia de gaivotas, ao largo um belo bartco a vela singrando os mares, na praia um cachorrinho pulando desesperadamente atrás de uma bola, muitas meninas bonitas, rapazes, Joãozinho e um sorveteiro.

Essa paisagem toda está emaranhada com o Cerebro de Joãozinho, que presta atenção em que?

Perceber é algo que acontece autonomamente pelo sistema, a atenção Joãozinho fixa, instante a instante.

A atenção precisa de uma motivação - ALGO PERCEBIDO CHAMA A ATENÇÃO - ou então - EU QUERO PRESTAR MINHA ATENÇÃO A - ou seja, e Joãozinho pode ter sua atenção chamada para algo, ou ele pode intencionalmente querer se centrar em algo. Pelo motivo que for.

Como é possivel Joãozinho pegar as redeas - ou ter as redeas voltadas - para algo em particular e especial?

Pelo emaranhamento, de novo.

A paisagem da praia tem muitos atrativos, ocorrem imprevistos que chamam a atenção de muitos - mas como isso funciona? Vamos admitir que na paisagem da praia se tenha N atrativos possiveis para o Joãozinho. Teremos a superposição (Processo 1 de von Neumann) representada simbolicamente por:

|AJ> = a1 |P>|ilha> + a2 |P>|barco> + a3 |P>|bola> + a4 |P>|Cachorrinho> + a5 |P>|menina> + a6 |P>|sorveteiro>

Estabelecemos aqui que a atenção de Joãozinho |AJ> pode ser definida como o emaranhamento de varias possibilidades mais ou menos provaveis. Ele pode se interessar pela ilha, barco, bola, cachorro, menina, sorvete, etc.. sendpo |P> a paisagem (como um universo).

A cada instante o estado |AJ> vai COLAPSAR ( como Processo 2 de von Neumann) na atenção de Joãozinho, segundo as probabilidades dos coeficientes a's elevados ao quadrado sendo que a somatoria dos quadrados deve ser 1. Isso acontece de forma descontinua, no tempo, como uma serie temporal quase continua.

Ele logo quer o sorvete.... mas depois quer a bola... um dia só vai perceber as meninas!

Quando mais velho, vai sonhar com um veleiro em alto-mar...

Quem COLAPSA É A ATENÇÃO DO JOÃOZINHO, e o colapso - pelo entranhamento da mente de Joãozinho com a Realidade - gera a atenção.

Quem controla a atenção? Quem pratica meditação sabe que controlar a atenção é algo extremamente dificil. O meio influencia, a memoria, o estresse, as preocupações, a vontade.... um monte de influencias interferem, modulam a atenção. Afinal, a relação REalidade + Cerebro => Mente + Realidade + Cerebro => Mente + Realidade + Cerebro... é um sistema complexo, um processo dificil de saber quem influencia, quem controla, quem...

Albertinho, o menino muito esquisito


Vamos esquecer do Joãozinho e da Mariazinha por enquanto. Albertinho era um menino muito esquisito.
Ele pensava umas coisas estranhas. Por exemplo: Ele acreditava numa divindade, pregada por seus pais... uma divindade que não gostava de jogar dados!

Onde se viu um menino não gostar de jogar dados? Albertinho não gostava! Ele tinha dois amiguinhos, o Boris e o Natan, que também não gostavam! E escreveram um artigo dizendo isso, concluindo que A MECANICA QUANTICA ERA INCOMPLETA - que ela não definia bem a Realidade de uma forma completa como fazia Newton!

Esse trabalho de Albert Einstein, Boris Podolski e Nathan Rosen ficou famoso quando publicado em 1935 como artigo EPR.

Ou a Mecanica Quantica era incompleta, estando a faltar muitas variaveis ocultas por nossa ignorancia (afinal a divindade do Albertinho não jogava dados), ou.... a Realidade seria bem mais maluca do que eles imaginavam!

E convenhamos, o Albertinho era um menino muito doido!

Joãozinho, vinte anos depois, responde a Albertinho


Vinte anos depois do artigo EPR do Albertinho, Joãozinho Bell escreveu um outro artigo, explicando o que Albertinho não queria ouvir. Os dados estão na mesa, e a Realidade poderia ser quantica sim - e não havia nada de incompleto. O que havia era uma das seguintes situações:

1. A Realidade era não local

2. Ela é não real

3. Ela é não local e não real.

E Joãozinho Bell ainda deu as dicas de como poder comprovar essas coisas esquisitas na pratica, em laboratório.

Alan confirma o Joãozinho 20 anos depois


Se passam mais 20 anos e aparece um outro menino - o Alan Aspect, e confirma experimentalmente o previsto por Joãozinho. A Mecanica Quantica é Completa - mas a Realidade pode ser não local, ou não real, ou ambas!

Parece coisa de doido!

Mas é isso mesmo.

O PULO do GATO não será o Ket |M> ?


Imagina-se na fisica que tudo o que se mede e percebe e observa em |R> é |R>.

Não será que é em |M>, ou seja, como NÃO PERCEBEMOS |R> como é realmente, mas sempre que percebemos percebemos |M> emaranhado com |R>, o que Alain - e Joãozinho perceberam não é a não-localidade, a não-realidade ou a não localidade e realidade de |M> ?

Quando Albertinho, Natan, Boris, depois Joãozinho, depois Alan... pensavam, mediam, experimentavam, escreviam, discutiam... tudo na realidade não se passava na |M> ou MENTE de cada um deles?

CLARO QUE SIM!

Então na fisica não se discute |R> se é real, local, ou não local e não real - mas se discute sempre |M>!

Assim sendo, o que está em discussão, ao se verificar que A MECANICA QUANTICA É COMPLETA, no sentido da discussão de Bell e EPR, mas não local ou não real ou não local e não real - se está colocando em questão a percepção da Realidade, na realidade o ket |M> e não o ket |R> como definido aqui.

E aí a coisa fica muito mais simples e clara. Através de duas perguntas e duas REALIDADES FATICAS INCONTESTES que veremos a seguir.

FATO INCONTESTAVEL - NOSSA PERCEPÇÃO É UMA PERCEPÇÃO DO REAL


Pouco vou acrescentar. Quando se percebe uma pedrada, um caminhão em sua direção, um carro desgovernado subindo na calçada em sua direção, ou o barco afundando e você não sabe nadar - A PERCEPÇÃO É REAL.

A BALA MATA, A SETA MATA, O CAMINHÃO MATA.

O QUE PERCEBEMOS É REAL - E NOS ATINGE DE FORMA REAL.

ISSO É FATO - CIENTIFICO EXPERIMENTAL - INCONTESTE.

Fato cientifico experimental que acontece o tempo todo, diante de todos, no obvio da vida de todos o tempo todo - por isso é dificil de compreender.

FATO INCONTESTAVEL - MINHA MENTE NÃO ESTÁ EM UM LUGAR DEFINIDO - ELA É NÃO-LOCAL


Como previu o Joãozinho, se |M> é real, tem que ser não local - se a mecanica quantica estiver correta. E ela é correta - até prova em contrario!

Esse fato inconteste corrobora Joãozinho Bell, corrobora Heisemberg, Bohr, Dirac, Schrodinger, Von Neumann, Stapp, Feynmann, Weinberg, e todos os gigantes da Mecanica Quantica. Corrobora Higgs e seu boson recem descoberto, correbora tantos e tantos heróis do conhecimento humano, corrobora principalmente que a Realidade gosta muito de jogar dados.

Podemos dizer então que a Mente - emaranhada com o Real e gerada por cada Cerebro de cada ser vivo - é não local e real ao mesmo tempo.

Ela está em todo universo gerado por cada um e em lugar nenhum ao mesmo tempo. Está na sua cabecinha, na dor do seu pé, na atenção no sorvete como o Joãozinho na praia... e não está ao mesmo tempo em lugar algum. MAS ELA GERA O REAL - a pedrada machuca, a bala e a seta matam.

Consequencias deste ponto de vista


Quais as consequencias desse equacionamento simples - mas bastante abrangente, que define o que é |M> a partir de |R> que é dado para todo e cada organismo - seja qual for?

1. Uma que destaco é que não existe como imaginava Descartes, uma res cogitans onticamente diferenciada de uma res extensa. Só existe res extensa - que pode se desenvolver como organismos vivos - sempre com um sistema de sensores - sempre emaranhados com a Realidade - gerando sempre um eu - e sempre a unica sensação de Universo que terá esse eu - esse organismo, será o vetor |M> como definido acima.

2. Esse vetor |M> é pessoal e intransferivel. A unica ligação entre diferentes vetores |M> é o fato de todos retratarem e se emaranharem com o mesmo vetor |R>, a mesma Realidade. Não temos como perceber o vetor |M> de outro organismo - apenas percebemos o mesmo vetor |R>. O vetor |M> de um outro organismo não faz parte de |R> comum a todos os organismos. O Cerebro de um outro organismo não opera como cérebro no universo de um outro, mas como coisa a ser percebida apenas - como um braço, um pé, uma árvore ou uma pedra.

Porque as Logias da Academia resistem tanto a uma percepção plena da Realidade Quantica?

Pela profunda resistencia das logias em entrar no seculo XXI - preferindo a comodidade de Newton e do século XIX, se torna IMPORTANTE DIFERENCIAR quais seriam as limitações de um Cerebro não-quantico, comparando com as possibilidades de um Cerebro real - que é essencial e completamente quantico.

Vamos admitir que a Realidade fosse como se imaginava no seculo XIX - bloquinhos materiais brutos elementares. Numa situação dessas, as sinapses ou outros sensores neurais perceberiam como?

E se as sinapses e os sensores imersos numa Realidade quantica operassem apenas como se fossem moleculas ou ions num mundo classico não quantico - como seria?

Através de contatos, de choques, de impregnações, reações quimicas de que forma? Através de contatos mecanicos, eletricos ou magneticos - como? O que mecanicamente levaria os ions que se movimentam nas sinapses a liberarem depois mecanicamente neurotransmissores - fazendo funcionar um sistema de TRANSMISSÃO DE INFORMAÇÕES hipercomplexo? Note-se que num mundo mecanicista, as moleculas de neurotransmissores NÃO TRANSPORTARIAM INFORMAÇÕES, suficientes para formar depois IMAGENS!

Reações químicas? Movimentos magneticos ou eletricos? QUE INFORMAÇÃO seria transmitida pelos axonios e neuronios nessas bases, e se poderia pensar em formação de imagens - visuais, olfativas, auditivas, sensoriais, etc - como?

Como, numa realidade não-quantica, sinais eletricos se tornariam sinais que permitiriam a sintese de imagens? Como reações quimicas ou pancadas mecanicas ou sinais eletricos se transformariam em imagens?

Em que memoria essas imagens seriam salvas, retrabalhadas, decodificadas (decodificadas sem haver um codigo?)? Depois essas imagens precisariam ser PROJETADAS NUM SUBSTRATO, para poderem ser percebidas. Onde seriam projetadas? Em que substrato? Substrato material? um pedaço do cortex? Ou um substrato "espiritual", virtual, imaterial?

Como, numa realidade mecanica e eletrica, como a imaginada por Newton, seria possivel a materia gerar imagem virtual?

Hoje sabemos que numa tecnologia moderna de geração de imagens de TV, num receptor de LED, LCD ou Plasma, a informação captada é trabalhada (decodificada) por uma placa de video - transformada em pixels - e PROJETADA NUM SUBSTRATO, que pode ser uma tela de plasma ou LCD ou LED. Como e onde no Cerebro, haveria a tela? Uma tela percebida e vivida pelo individuo como si mesmo, como sua mente e seu universo?

Uma tela visual existiria na parte posterior do cortex cerebral, parecendo ser vista perto da testa entre os olhos, uma tela auditiva perto das orelhas? Ou no lado direito ou esquerdo.. ou ... onde? Como?

No mundo classico teria que haver uma tela - um lugar - onde seria gerada uma IMAGEM VIRTUAL DA REALIDADE. Não há como conseguir isso num mundo mecanicista de realidades não-quanticas. A mente gerada pelo Cerebro seria uma res cogitans - sendo o Cerebro uma res extensa - como se imaginava nos tempos de Descartes.Por isso então ele tinha que concluir que mente e cerebro eram independentes - nunca o cerebro massivo poderia produzir uma mente virtual.

Certas coisas obvias são dificeis de perceber - só se percebe mudando de forma radical o paradigma da propria percepção


Do que vimos podemos dizer com certeza:

Os sensores do Cerebro mapeiam o Real como um Borrão do Real.

Chamamos e vivemos nossa realidade - particular - que é o borrão - entendendo-o como a unica realidade que podemos conhecer.

O Cerebro transmite de uma sua área para outra e trabalha essas informações (esses borrões mapeados), e retrabalha e retrabalha -dependendo da complexidade de sua estrutura - renormalizando (simplificando), gerando imagens (pixels sensoriais - visuais, auditivos, tateis, etc) o que reconstroi a Realidade como Mente - EMARANHADA QUANTICAMENTE À PROPRIA REALIDADE.

Note-se que nesse caso, o Real permanece imutavel (sem ser afetado necessariamente pelo observador) mas no observador "colapsa" a imagem emaranhada com o Real. Não existem clones quanticos - o que colapsa no observador é o dual do Real, não o proprio Real nem um clone do Real. Colapsa um mapa dual emaranhado no Real.

A REALIDADE é então a fonte de toda informação, e ela mesma a tela sobre a qual o modelo de realidade mental gerada pelo Cerebro se projeta. Essa projeção é possivel pelo EMARANHAMENTO QUANTICO, existente como substrato de todo esse processo, todo o tempo.

Assim cada ser vivo, cada organismo, gera uma Mente - à maneira do organismo - como uma Percepção da Realidade e de um Si Mesmo. Mas essa Mente não é só Virtual, ela é virtual e Real - ela está EMARANHADA COM A REALIDADE MATERIAL e numenica. Estando quanticamente emaranhadas a Mente e a Realidade são uma coisa só - um Universo. A Realidade, através do Cerebro e da Mente gerada pelo emaranhamento se tornam uma coisa só - que sintetiza um EU - emaranhado no Real. Pode ser um eu humano, ou um eu de um microorganismo. Pode ser gerado um Universo humano, ou o Universo de um microorganismo.

Cada eu - de cada organismo dentro de cada especie - assim gera o seu Eu e com ele o Seu Universo.

Como a resolução da Realidade e a capacidade de mapeamento dos sensores é muito diferente, quase infinitamente distante, essa criação é SEMPRE ONTICAMENTE ENVIESADA, pois com o mapeamento grosseiro são geradas obrigatoriamente ASSIMETRIAS. Essas assimetrias no mapeamento geram a necessidade de irreversibilidade e crescimento da entropia (uma seta no tempo, quanticamente em si reversivel) no gerado pela Mente.

A materia - a Realidade - é em si reversivel. A materia caminha num sentido no espaço de configurações (espaço-tempo como percebemos) e junto a anti-materia caminha no sentido reverso no tempo - como comprovou a necessidade teorica Dirac e depois experimental e teoricamente demonstrou Feynman.

A Realidade não precisa da seta do tempo, mas a geração Mental exige - por sua baixa resolução.

Assim a materia VIVA - gera informação em resolução limitada - gerando assimetrias que geram a entropia - como definida por Von Neuman, entropia esta que dá à criação do Cerebro - a Mente - macroscopicamente o que chamamos de realidade.

Nossa tese é que esse é basicamente o mecanismo pelo qual a materia VIVA gera a mente (alma, espirito, e o universo individual de cada um), emaranhada com - ou melhor na - materia, para cada organismo, em cada especie.

Observação importante 1

Esta tese é ou não científica? Ou ela é apenas filosófica?

Ela é cientifica por ser falsificavel - pode-se comprovar que ela é equivocada, se se comprovar:

1. Que a Teoria Padrão da Mecanica Quantica é equivocada;

2. Que as sinapses não operam através de trocas de ions ou moléculas, mas de particulas elementares, havendo um mapeamento bi-unívoco para todas as informações no mapeamento

Se essas duas teses forem evidenciadas como falsas - ou se pelo menos a primeira fosse evidenciada como falsa, nossa tese será automaticamente falsa. Portanto ela é cientifica pois falseavel.

Outra Observação Relevante

Falamos de materia viva perceber - pelo Cerebro. Pelo Sistema Nervoso. Perceber pelo emaranhamento com o observado, gerando cada observador um eu e um universo construido a partir do observado.

E a materia não-viva?

Ela observa? Ela tem autonomia para observar e construir um eu? Com certeza não.

Uma camara fotografica, ou de TV, ela capta imagens, e projeta essas imagens numa tela - num substrato diferente do observado.

O organismo capta as imagens e projeta (entranha) as imagens na propria realidade.

O organismo é um ser vivo autonomo - metaboliza, mantém seu baixo nivel de entropia autonomamente e se reproduz.

A maquina fotografica precisa de um algo ou alguem que a complete - ela não é autonoma - ela não tem como manter sua entropia, ela não se reproduz, ela não se auto controla - ela precisa de um alguem lá fora para funcionar.

Para a maquina, o alguem lá fora que a controla, que a alimenta e mantém sua baixa entropia, funciona como seu eu - o eu que a maquina não tem como produzir.

Se o Real fosse classico e não-quantico, seriamos mais ou menos como maquinas. Precisariamos de um eu lá fora para controlar-nos e controlar o sistema - precisariamos de uma divindade por exemplo.

Sendo a realidade quantica, sendo correto o modelo padrão, sendo real o emaranhamento entre observador e observado - como até hoje provado e comprovado cientificamente - não há porque exigir, necessitar - de um controle externo ao sistema.

Terminologia

Cerebro = Sistema nervoso - de qualquer organismo ou especie. Numa ameba é sua membrana, no ser humano todo o sistema nervoso.

Realidade = Numeno = o que existe, mesmo que não possamos conhecer.

Universo = Fenomeno = o que existe como podemos perceber, cada organismo individualmente, e como percepção comum de especies de organismos.

Matrix = Mente = Alma = Espirito => derivada da relação Realidade/Cerebro, gerada por cada organismo, de acordo com a estrutura de cara especie.

Resolução = Granulação => mede a precisão com que uma realidade é mapeada pelo emaranhamento com outra, seja da maneira como for mapeada.

Renormalização = simplificação pela limitação do trabalho de informações.

Colapso quantico => conforme a interpretação de Copenhagen, a função de onda perde sua coerencia quando emaranhada com um observador (no sentido dado por Von Neumann). Note-se que nesse caso, como o emaranhamento se dá mapeando no caso de dois subsistemas, de forma dual, o Real permanece imutavel (sem ser afetado necessariamente pelo observador) mas no observador "colapsa" a imagem dual emaranhada com o Real. Não existem clones quanticos - o que colapsa no observador é o dual do Real, não o proprio Real nem um clone do Real. Colapsa um mapa dual emaranhado no Real.

Decoerencia => o fato de uma função de onda decair e perder sua coerencia quantica - seja pelo motivo que for.

Entranhamento = Emaranhamento quantico = Quantum Entanglement. Segundo o fisico Gustavo Rigolin, quando dois ou mais subsistemas de particulas (funções de onda) se relacionam, eles estão emaranhados quanticamente (tem uma forte correlação entre um e outro, alterando um altera o outro).

Percepção => o emaranhamento quantico entre o observado e o observador - atraves dos sistemas neurais do que observa.

Atenção => o foco da percepção para cada momento para cada organismo.

O filme Matrix foi uma inspiração

O filme Matrix expressa o que somos e como funciona nossa mente em contato com um algo lá fora. Ele mostra que nossa mente é uma criação, ou uma recriação de um real emaranhado conosco, mas que não podemos perceber completamente - mas que podemos perceber simplificadamente.
No filme o algo lá fora tem a ver com maquinas - que teriam sido criadas pelos humanos.
E em certo momento da historia as maquinas se rebelaram e assumiram o controle.
E a Matrix seria um sistema artificial e cibernético, gerado pelas maquinas para controlar - e usar - os humanos.

Na realidade esse algo lá fora existe.É uma Realidade que percebemos como uma Natureza - uma natureza que se mostra amoral e cruel a nossos olhos em seus resultados - como uma cadeia alimentar, vida se alimentando de vida - Natureza emaranhada e recriada em nosso sistema mental que vou chamar de Mente - ou Matrix.

Matrix para nós aqui é sinonimo então de MENTE, de percepção do que existe dentro e fora de nós mesmos, como percebemos.Não é meramente virtual, não é irreal. É real, é fruto do emaranhamento do que é real, conosco mesmos - é como a intersecção de nosso ser com o real no qual estamos de forma misteriosa inseridos. Isso nada tem de virtual, é bem real. Mas é MENTAL.

Portanto o Mental é sempre uma dicotomia - a coexistencia em si mesmo do real com o virtual (como previu Joãozinho Bell, ao mesmo tempo Real e Nâo-Local) - a coexistencia da informação com a função de onda - a coexistencia da particula de matéria com a informação que ela acarreta ou mapeia.

A Mente é virtual como a matematica, como o sonho, como a imaginação. A mente é virtual e real como o eu. A mente é real como o que eu percebo, como o Universo que eu percebo, como a bala ou a seta que é percepção e que mata.

Mas como é essa natureza lá fora de nós, que nos precede e nos deu origem?

Não sabemos como e o que ela é na realidade - sabemos O QUE PERCEBEMOS DELA, o que geramos pelo nosso contato com ela, pelo emaranhamento de nossos sensores neurais com ela, gerando dados que são retrabalhados por nosso sistema nervoso central, gerando nossa Mente - que é para nós o que percebemos como realidade.

Como isso é possivel? A imagem mental não seria meramente virtual, como a imagem pode ser virtual e real? Como pode ocorrer no meu cerebro o emaranhamento da imagem virtual com o ser real lá fora? Que magia é essa?

Se a Realidade fosse classica - e não quantica - como se imaginava no passado - nunca a materia poderia gerar uma mente que não fosse uma mera imagem virtual que precisaria ser projetada num substrato local e especial. NÃO HAVERIA A MAGIA. Mas a magia existe, e está em você, em cada ser vivo - do vegetal ao homem - do microorganismo ao golfinho e à baleia.

Os cientistas que descobriram a Magia - no principio e meados do seculo XX

No inicio do século XX os maiores cientistas que este mundo humano já viu nos deram uma idéia, com a mecanica quantica - depois confirmada pela fisica dos campos quanticos - de como esse emaranhamento entre o que existe lá fora em contato com nossos sensores neurais - pode gerar em nós e em todo ser vivo - cada um a sua maneira - uma Matrix ou Mente.

E para todo e cada ser vivo, a unica concepção e percepção da realidade lá fora que pode fazer - é através da Matrix gerada pelo emaranhamento da coisa lá fora com seus sensores neurais, pelo trabalho de seu sistema nervoso.

Logicamente QUANTO MAIOR A RESOLUÇÃO DOS SENSORES NEURAIS, melhores serão os dados, e maiores os detalhes da Matrix de cada especie. E QUANTO MAIS COMPLEXO FOR O SISTEMA NERVOSO, com maior capacidade de retrabalho dos dados, maiores possibilidades teremos de compreensão da Realidade pela nossa Matrix.

Ou seja, quando PERCEBEMOS algo, recriamos esse algo, dentro de nossa capacidade de resolução e trabalho dos dados - em nós, de tal forma que essa recriação não é mero mapeamento desse algo, mas é a realidade emaranhada nesse algo - conosco. O que percebemos é real. Apenas não percebemos tudo, nem percebemos tudo exatamente como esse tudo é - nossa Matrix é real, mas uma simplificação do real (como um borrão).

Enquanto esses cientistas não existiam, imaginavamos que apenas mapeavamos o real de forma virtual - separada essencialmente do real (como imaginava Descartes). Se imaginava que o Real era um grande relogio feito de peças miudinhas como tijolinhos mecanicos. Não se podia emaranhar o mental com a realidade material. Mas a Matrix não é um mapa apenas. É um mapa que carrega consigo a realidade. É mais que um filme. É um teatro, em que a imagem carrega consigo a materialidade do real.

O Numeno lá fora como um espaço de Hilbert

Com base nesse entranhamento então do sensor neural e o retrabalho dos dados, com a coisa lá fora, geramos nossa Matrix - que é a unica percepção do real lá fora que podemos considerar.

Mas é uma simplificação enorme. É uma percepção grosseira. Uma Realidade hipercomplexa (que sabemos existir num espaço de Hilbert de dimensões desconhecidas) se resume a um espaço Euclidiano de poucas dimensões. E tempo.

Não podemos apreender com nossos sensores, de uma só vez, toda a coisa lá fora. Nossos sensores são grosseiros, nossa capacidade de trabalhar os dados grosseira. Simplificamos para compreender. E assim precisamos do tempo. Percebemos aos poucos, fatiamos a realidade e percebemos de pouco em pouco. Mesmo que ela esteja inteira lá fora. Temos que fatiar. Com uma navalha , como uma membrana do tempo, que fatia em passado e em futuro. Nossa Matrix recria essa realidade então como um Universo em nós - fatiado numa dimensão de tempo - percepção após percepção. A atenção se fixa em um aspecto por vez... nossa atenção gera a necessidade do tempo irreversivel.

Mas como é lá fora?

Não sabemos, ninguém sabe.

Mas podemos imaginar, sonhar, especular. Especular de forma saudavel, possivel, pelo menos viavel. Mas não podemos saber.

Vivemos num Universo de Hilbert, de infinitas dimensões. Num numeno desconhecido. Que interpretamos através de nosso contato - o contato de cada organismo com esse numeno universal.

Desse contato, pelos sistemas nervosos centrais de cada organismo, se forma para cada um deles uma imagem mental - imagetica visual, auditiva, olfativa, sensorial, gustativa, etc - imagem que é um modelo simplificado.
Simplificado por dois processos:

1. Pela baixa resolução de nosos sensores neurais, e

2. Pela renormalização da informação sensitiva neural.

Dados depois retrabalhados pelo cerebro ou sistema nervoso - por mais primitivo que seja, sintetizando pelo entranhamento uma Matrix mental mas real, imagética, sensorial etc... gerando pra cada organismo sua percepção de realidade. Realidade de um Eu Sou - e realidade de um Universo.

Onde está a Matrix de cada organismo?

Está nele de alguma forma, mas é não local - porque todo entranhamento quantico é não local.

A Matrix de cada organismo está nele, é gerada a pertir do Cerebro dele, mas está também na coisa, e está na Realidade como Universo percebido... e não está em nenhum local pre-definido.

Essa realidade percebida é um modelo - uma Matrix - ENTRANHADA com um Numeno - um Numeno desconhecido em si mesmo - provavelmente um espaço de probabilidades, de Hilbert de infinitas dimensões pssiveis, no qual os organismos se inserem.

Num certo sentido cada especie - e cada individuo na especie - se entranha com a Realidade pelo Cerebro e gera seu Universo - a sua medida, dentro de seus limites. A Realidade é um Numeno Desconhecido - que permite que cada um perceba E SE PERCEBA - DENTRO DE SUA MEDIDA, dentro dos limites de seu cerebro.

Nesse Universo de Hilbert - que chamamos simplificadamente de Realidade - que reproduzido e entranhado com cada Matrix se mostra a cada organismo, e pelos organismo a cada especie - nós vivemos e existimos - como um eu real num nosso Universo real.

Quando estudamos o Universo, as particulas, os organismos, a entropia, o tempo, o espaço... estudamos através de nossa Matrix... sempre através e dentro dela, sem nunca a ultrapassar.

A Matrix na realidade é erigida como num espaço Euclidiano tetradimensional de espaço -tempo (aqui uma questão importante - essa simplificação é oriunda do sistema nervoso central ou da coisa lá fora? Ao que tudo indica é do sistema nervoso - o que acarretaria que o sistema nervoso introduz no sistema - por sua baixa resolução e renormalização - uma entropia - e o conceito de tempo?). Essa imagem mental - entranhada e não local - imaginamos seja correta e uma verdadeira expressão fenomenica do que existe lá fora (daí a ingenuidade perene de nossa ciencia possivel, sempre presa na propria Matrix). Assim existimos e vivemos na Natureza.

Pelo entranhamento, o real e o virtual se misturam na Matrix

Existimos no espaço de Hilbert - mas percebemos nele o espaço Euclidiano que chamamos de Natureza e de realidade - na realidade uma percepção ingenua de algo muito mais complexo e ignorado por nós.

Mas que funciona - essa simplificação funciona maravilhosamente para cada organismo - e especies de organismos.

Funciona tão bem que mesmo a especie humana - bastante complexa - imagina que a sua Matrix é a realidade do numeno lá fora.

A eletronica, os supercondutores, a fisica em escala nano - todas funcionam muito bem - ou seja, nosso modelo mental fenomenico - a partir de nossa escala, expressa até certo ponto uma realidade - simplificada, renormalizada, grosseira - do lá fora - que funciona!

Como cada particula é particula e onda AO MESMO TEMPO, cada Matrix gerada em cada organismo, é virtual e real - AO MESMO TEMPO!

Essa é a magia - O MENTAL - a Matrix - É virtual e é real - AO MESMO TEMPO!

Dá para entender nossa dificuldade em imaginar modelos globais e teorias do tudo - mesmo do tudo de nossa Matrix mental.

Dependemos de nossa escala, e a gravitação não é fractal (independente de escala) - por isso um modelo que inclua a gravitação teria que incluir muito mais coisa - EM OUTRAS ESCALAS - que temos dificuldade em perceber em nossa Matrix.

A idéia de Verlinde, publicada em 2010 me parece essencialmente interessante. A gravitação seria não uma quarta força fundamental, mas uma força emergente.

Talvez por esse caminho se resolverá as dificuldades com a gravitação. Desde que se entenda que emergencia na gravitação - que a torna dependente de escala - a percebemos como emergente por nossa escala ser definida e limitada - pelas limitações de nossa Matrix.

Isso não quer dizer que no numeno lá fora - no espaço de Hilbert - a gravitação seja emergente. Ela é emergente em nossa percepção, ou seja nossa Matrix - nosso mundo fenomenico.

Sei que este assunto é pouco interessante para a maioria e encontro dificuldades em encontrar interlocutores.

Mas se não pensarmos nisso com seriedade jamais faremos ciencia de verdade.

Em nada. Muito menos em psicologia.

O mistério da simetria do Numeno, e da assimetria (entropia) em nós - no nosso EU e no nosso UNIVERSO

Um aspecto enigmático de nossa Matrix é que nela a entropia cresce.

Ou seja minha pergunta é: a entropia está no espaço de Hilbert ou no espaço Euclidiano colapsado por nossa percepção?

Von Neumann eu creio provou que está na nossa Matrix.
Nesse sentido os organismos - todos - seriam criadores, e escravos do tempo

No espaço de Hilbert lá fora, não existe entropia.
Tudo lá é reversivel no tempo. Se caminha do passado para o futuro como do futuro para o passado (via matéria ou anti-matéria por exemplo). Mas quando um organismo observa... a Matrix desse organismo é gerada com e no tempo... a Matrix é prisioneira da seta do tempo.

Quem causa a entropia são quebras de simetria - geradas pela pouca resolução de nossos sistemas de percepção - essa é uma noção que parece muito válida.
O mais provavel que aconteça é que nosso processo de geração da Matrix - simplificando, leve à geração da necessidade do tempo, tornando refens do tempo todos os organismos como conhecemos. Inclusive nós mesmos - e todo nosso Universo.

Sobre nossos sensores neurais

O Numeno lá fora é um sistema hipercomplexo, de possibilidades e dimensões infinitas ou quase, e em seus aspectos microscopicos de quase infinita resolução ( a menos do numero de Planck).
E completamente reversivel no tempo, não havendo irreversibilidade ou entropia.

Os sensores organicos neurais, as sinapses nas especies - são sensiveis a ions.Como ions perto de particulas elementares são enormes, verdadeiros mastodontes ou jamantas no nivel elementar, nossos sensores mais sensiveis são muito grosseiros para entranhar com sutis particulas elementares.

Essa grosseria de nossos sensores, leva a entranhamentos grosseiros - e consequentemente assimetricos?
Que deturpam os dados, e forçam depois, pela ação de nossos cerebros grosseiros (sinapticos), uma renormalização (um coarse graining) que deturpa ainda mais a formação de nossa Matrix, obrigada a existir numa sequencia de fatias de percepção gerando o passar do tempo (a atenção é sequencial nos organismos sempre) como uma necessidade?
Necessidade na Matrix mas não no numeno lá fora?

Essa simplificação transforma o espaço de Hilbert em Espaço Euclidiano, e introduz a quebra de simetria que gera a sensação do passar do tempo, a entropia, a irreversibilidade em nossas percepções. Afinal foi isso que mostrou Von Neumann em 1932!

Nossa Matrix é uma imagem entranhada mas muito grosseira, distorcida e enviesada da realidade.

Mas é a melhor e a única realidade que temos.

E no dia a dia ela funciona.

Colapso ou Decoerencia.

Já participei de algumas discussões sobre a ontologia da mecanica quantica, e se o colapso previsto pela interpretação de Copenhagen é verdadeira ou se verdadeira é a decoerencia pela ação do meio.

Sugiro que ambas estão certas.

Temos que entender que a decoherencia pelo meio inclui nesse meio, não só o aparato de medida, mas O SISTEMA NERVOSO DO OBSERVADOR.

Como vimos, o sistema nervoso do observador - seja este um organismo complexo como o homem ou uma planta - entranhado quanticamente com a coisa la fora - externa ou interna ao organismo - gera uma copia, uma imagem - MAPEIA EM SI O LA FORA - de si, mas que agora faz parte de si.

Esse mapeamento se dá entre duas realidades muito distintas em granulação, em RESOLUÇÃO.

A realidade mapeada pelas sinapses tem resolução proxima da infinita - não é infinita pelo numero de Planck - pela incerteza inerente, e o mapa feito pelas sinapses, construido pelas sinapses, é GROSSEIRO, DE BAIXA RESOLUÇÃO, UM MAPEAMENTO COMO UM BORRÃO - do real.

Mas esse mapeamento - que quebra a simetria, que provoca a quebra da coerencia quantica no conjunto entranhado - do observador com o observado - não gera o observado em si - mas gera o observado no organismo (o observado em nos - fonte de nossa vida, ciencia e conhecimento - nosso universo em outras palavras, recriado e entranhado pelo organismo - no caso nós mesmos).

Esse mapeamento ocorre por decoerencia.

Mas para nós funciona como um colapso.

O tempo, como o espaço - como previu Kant - está em nós?

Pela forma como ocorre o entranhamento, a perda de coerencia (pelo mapeamento de algo de granulação muito fina, quase infinitamente fina por um sistema de granulação grosseira como as sinapses - que operam atraves de trocas de ions e moleculas - verdadeiros gigantes, monstruosamente grandes e grosseiros perto de particulas elementares individuais) que mapeia particulas elementares através de grandes numeros de particulas, precisamos de SERIES TEMPORAIS, ou seja, não há como um sistema organico grosseiro apreender, entranhar, mapeando, toda informação, sem haver necessidade de um FATIAMENTO DA INFORMAÇÃO, como momentos sucessivos, em series temporais.

O lá fora não teria necessariamente a necessidade do tempo como seta - mas os organismos teriam a necessidade de tempo, de historia, de series temporais para mapear a realidade - GERANDO ASSIM A NOÇÃO DE TEMPO, DE HISTORIA, DE DISTANCIA.... NO NOSSO MAPEAMENTO, como um vies, como uma distorção da realidade lá fora.

Iso geraria a noção de AUMENTO DA ENTROPIA, pelo colapso, como previu astuta e corretissimamente Von Neumann.

Ms nesse caso a entropia - e a segunda lei da Termodinamica, como o espaço tempo e todo o universo expansivo em dimensões de espaço tempo como percebemos - É COMO PERCEBEMOS - e não como é a coisa - incognoscivel para nós.

O BigBang seria então fruto de nossa percepção - não a realidade lá fora. Como o nosso universo.

Como sempre a dicotomia - nosso mapeamento é um universo entranhado e real - com o lá fora, mas com a aparencia do que mapeamos - distorcendo tudo, inclusive gerando noções de espaço e tempo.

Mapeamos o real, mas como o real nos parece - não como ele é de forma absoluta.

Universos paralelos

Cada mapa de cada sistema nervoso de cada organismo assim gera um universo.

Ao mesmo tempo o real la fora é o mesmo, mas o universo mapeado por cada organismo é real e é só seu.

Assim quantos organismos existirem, haverão universos mapeados - e reais.

Mantendo as caracteristicas dos universos de cada especie.

Assim os universos são infinitos e paralelos.

A realidade intrinseca a eles é uma só - algo de enorme resolução e plasticidade.

Um modelo infantil

Quando criança eu brincava de massinha.

Um tipo de uma massa de vidraceiro que não secava porque eu mantinha sempre umida.

Com essa massa eu fazia tudo.
A dualidade existia no fato da massa ser sempre só a massa, mas eu lhe dar diferentes formas.

Mas a massa era apenas a massa, sempre.

O REAL deve ser plastico como essa massa.

O observador, pela decoerencia de seu sistema nervoso com a massa, entranhado o sistema na massa, gera um mapa da massa - que lhe dá a forma possivel de ser compreendida pelo organismo.

Quanto mais mapeia a massa, quanto mais estuda a massa, o observador percebedor mais a molda - lhe dá forma, de forma a compreende-la dentro de seus limites enviesados.

Sem alterar a massa em sua essencia.

De boas perguntas - mesmo sem respostas - depende nossa ciencia

As quebras de simetria que percebemos estarão só na nossa Matrix e não no espaço de Hilbert lá fora?
Tudo indica que sim

Nós quebramos a simetria em nós, ao observarmos o numeno lá fora? Entendendo observar como recriar em nossa matrix mental entranhada com a materia?
Os resultados teoricos e experimentais indicam que sim.

Uma consequencia desse problema da entropia ser consequencia da percepção - leva a outra questão.

A expansão percebida no Universo - no real de nossa percepção, se dará apenas na Matrix da percepção? e no espaço de Hilbert lá fora não haverá espansão nem quebras de simetria? (nem tempo, nem evolução, mas como uma geleia esse numeno se amolda à capacidade do observador?)

Serão as quebras de simetria um efeito de nossa resolução grosseira? de nossa escala? Que geram a entropia na nossa percepção - mas sem a mesma realidade fatica no espaço de Hilbert lá fora - que existiria em perfeita simetria? Ao que tudo indica parece que sim.

Quase como um substrato matematico fatico e simétrico, onde colapsam (entranham) nossas percepções a partir de nossa organicidade e escala?

Eu acho que é por aí.

Conjecturas possivelmente viáveis

Esse substrato fatico e simetrico, num espaço de Hilbert, seria uma teia matematica mas real - numenica - onde colapsam (com quem ou com o que entranham) as percepções organicas dos diferentes organismos, especies e suas interações?

Quando há a independencia de escala - a fractalidade -> a imagem fenomenica-entranhada, entropica e mental - a Matrix - é mais precisa e recompõe com mais propriedade o real numenico como real na Matrix, mas quando não percebemos a fractalidade, como no caso da gravitação - nossa percepção por um fenomeno de escala distorce a realidade de nossa percepção? Ao que tudo indica essa é uma ideia aproveitavel.

E nossa fatidica temporalidade, teria como consequencia nossa percepção de entropia crescente - pelo colapso em nossa Matrix de uma realidade muito mais complexa? Mas assim a entropicidade, como a temporalidade estaria em nós e não no numeno lá fora (como imaginava Kant)?

Seria nossa a irreversibilidade fenomenica, mas não do universo de Hilbert lá fora, e por isso Prigogine não teria razão em postular alterações na mecanica quantica?

Seria a incerteza na mecanica quantica uma expressão dessa diferença entre resolução finita e infinita, a finita nossa e de nossa Matrix e a infinita ou mais sensivel, no Numeno lá fora?

Seria essa teoria da Mente - ou da Matrix - a teoria que unificaria nossa percepção de sermos organismos num universo cheio de dimensões desconhecidas e não percebidas - que muitos sonham em determinar um dia?

Se pensarmos em Maldacena, seria nossa Matrix a imagem holografica e simplificada - de uma realidade numenica incognoscivel?

Seria a mecanica quantica, e mesmo as cordas, teorias em psicologia e não só em fisica?

Quem sabe essas idéias não são boas?

Eu quero deixar tudo registrado aqui, porque um dia espero que alguém siga este caminho e parta daqui para diante.

Pretendo deixar essas idéias registradas no Orkut em portugues, e na Gendercare.com em ambas as linguas, mesmo que a versão para o ingles seja de má qualidade.

Quem sabe essas idéias não poderão ser seminais para idéias muito melhores no futuro?

Para compreender a mente como um processo como Matrix, é bom antes, ler o trabalho do Gianetti sobre fisicalismo e mentalismo.

O processo mental como geração de uma Matrix é essencilmente fisicalista.

Justamente por isso é cientifico - no significado estrito do termo.

Se vivermos apenas imersos na Matrix, desenvolvemos nossas teorias psicologicas - e mesmo em fisica - ingenuas.
Não temos como sair das entranhas do tempo, gerado pela Matrix em nós, pelo Universo e por nós mesmos, por nossa maneira de ser.

Nossa ciencia e nosso conhecimento cientifico - experimental - será sempre presioneiro de nossa Matrix e do tempo gerado por ela.

Nossa ciencia é escrava do tempo e de nossa Matrix.

Só nossa imaginação escapa.

Tudo isso é pra pensar melhor em casa.

Bibliografia - não deixe de ler

1. Von Neumann, John - Mathematical Foundation of Quantum Mechanics (1932)- Princeton Edition, 1971.

2. Stapp, Henry - Mindful Universe - Springer-Verlag 2007

3. Feynman, Richard - QED - the strange theory of light and matter - Penguin 1985.

4. Rigolin, Gustavo - Emaranhamento Quantico 2008 4. Verlinde 2010

5. Prigogine

6. Maldacena

7. Gianetti