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GID Journal |
Volume 1, Number 3, December 2003
Owned and Copyrighted by Gendercare GID Clinic.
All rights reserved.
GID Journal
International Gender Identity Disorder Research Journal
Edited by
Gendercare Gender Clinic
and
GIGS- International GID Training and School
Editor
& Director
Waleria Torres,M.S.,PH.D.
Copyright 2003, Gendercare .All rights reserved
Number 3, volume 1, December 2003
Rio
de Janeiro, Brazil
GID Youths … GID
Children
Comitê Olímpico Internacional permitirá atletas transexuais nas Olimpíadas
Jurado, Jalma, M.D., Ph.D.
A commentary
about vaginal dimensions in neovaginoplasty
Caldas,Jane de Oliveira Pinto, Psy.D.,M.S.
Bloqueio
do Potencial de Criatividade após vivência de situação de Abuso: O Teste
Poenaja
Italiano,M
Corbett
& Corbett Re-Examined
Editorial
A lot of
our GID patients, and others that look
for special GID help, are children, their parents, or adolescents. From the
interior of Amazon, to the interior of France.
Brazilian
law, and Brazilian medical organizations try to forbid their diagnosis and
treatment. In Brazil, diagnosis may start only after 18 years old.
When I was
a child…a small one…. I had sometimes, a toothache…. and my parents as soon as
possible tried to help me in my sufferings.
But a GID child may not be diagnosed, treated and helped at that same
age, in Brazil… the children need to maintain their toothaches, or worse
sufferings, their existential sufferings, until 18, to start any diagnose and
treatment.
Obviously,
we do not accept that kind of things…. we evaluate and treat children, from 8
years old on…. and we intend to develop new methods….we call game-tests…. to
start at 3,4 years of age knowing them, and developing a very in depth GID
diagnosis.
To start
the diagnose at that age, not to finish.
Today,
Dr.Peggy Cohen-Kettenis is working in Holland, with children, and evaluating
them there also….and with 12 years old she have good consolidated diagnosis…
and starts hormone therapy. With 16 she
performs SRS surgeries.
She say the
result is….cure. CURE.
No big
traumas .... no big exclusions…. good diagnosis….. good treatment…. social
integration and inclusion….. as soon as possible….MEANS GID CURE.
We follow
the same way….
We are very
happy, Dr.Suporn in Thailand may make SRS MtF surgeries from 16 years old
patients on, as in Holland. We hope, other surgeons will do the same, all
around the world.
For
decades, there was the MYTH that GID could not be cured….. because “artificial
cosmetic surgeries” were not a cure for “mental problems”….
Reality
shows they were wrong…. GID youths may be cured…. If GID children are well and properly diagnosed in an early way.
Almost all GID cases are not derived from mental disorders…. but from a discord
of gender, between brain…. that generates the virtual self…. and genital
tissues. We may not change brains and identities…. but we may correct and put
in harmony with the overall existential realities, their genitals, using good
and modern SRS techniques, mainly for MtF…. but sometimes also for FtMs….
That is the
way for GID cure….
Smith,YL;
van Goozen,SH; Cohen-Kettenis,PT --- Adolescents with Gender Identity Disorder
who were accepted or rejected for sex reassignment surgery: a prospective
follow-up study --- Journal of the American Academy of Childhood and
Adolescent Psychiatry, 40(4): 472, 2001.
Thank you,
Waleria
Torres
GID Journal
editor
Comitê
Olímpico Internacional PERMITIRÁ atletas transexuais nas Olimpíadas

Texto escrito por
Marycross, paciente avaliada e em acompanhamento pela Gendercare Gender Clinic,, que publica na internet o site
http://marycross.sites.uol.com.br/index.html
A revisão da
situação transexual, tanto MtF como FtM
pelo COI-Comitê Olímpico Internacional, que finalmente decidiu pela
inclusão social e esportiva das pessoas portadoras de uma GID transexual, e
devidamente diagnosticadas, tratadas e redesignadas através de cirurgias
SRS-sex reassignment surgeries, tem sido um estandarte na luta cotidiana dessa
moça, dessa nossa paciente e amiga, a Marycross.
No nosso Editorial
em português desta edição de Dezembro de 2003 do GID Journal, não poderíamos
deixar passar em branco esta sua memorável vitória, e como uma homenagem à sua
luta, publicamos este trecho de um comentário de Marycross, que se encontra na
íntegra em seu site.
by Marycross
“A nossa pátria
deveria ter como exigência a dignidade da pessoa humana. O respeito . A
cidadania. O combate a intolerância e ao preconceito.
Mas as
transexuais MtF operadas ainda sofrem , nessa questão do esporte, por causa da
ignorância das pessoas. Contudo não se pode permanecer indiferente a uma injustiça como esta. Pois
ela é a manifestação de uma das formas
mais perversas da violência : a discriminação .
. O Programa Nacional de Direitos Humanos apresentado pelo então Sr. Presidente
Fernando Henrique Cardoso em 13/5/02 traz as diretrizes do então Governo
Federal na área de Direitos Humanos. O documento oficial explicitamente faz
referência a ações nas questões pertinentes à garantia do Direito à Liberdade,
Opinião e Expressão das Transexuais
além de tratar de ações de regulamentação da lei de redesignação e da mudança
de registro civil para transexuais operadas, e propõe emenda à Constituição Federal para incluir a garantia do direito
à livre orientação sexual e a proibição da discriminação por orientação sexual.
. Infelizmente o Sr. Ex-Presidente FHC pensava mais em nós e nas minorias do
que o atual governo.....Lula...
O Congresso,
digo isso com tristeza e infelicidade pois temos votado e confiado no PT & Cia
fielmente e em todos que aí estão há anos, e a coisa ficou nesta
decepção para nós , nenhum comprometimento na implementação dos nossos direitos
como seres humanos , inclusive por parte do Senhor Ministro dos Esportes. Quem
fez mais por nós foi o Senhor FHC com seu Programa Nacional de Direitos
Humanos.
Esse programa governamental criado na gestão FHC, que propõe ações e diretrizes para a implementação dos
nossos direitos como seres humanos , caminha a passos lentos no governo Lula
....
Essas ações para garantir o direito nas
questões pertinentes às transexuais são necessárias porque ninguém pode viver
perenemente, sem qualquer motivo ou justificativa, como pessoa marginalizada, como discriminada, num estado de anomia como uma anomalia civil, social e mesmo jurídica. O ser humano
merece o respeito de sua individualidade, de ser cidadão, um indivíduo comum.
Pelo menos um nome que o caracterize devidamente, cada ser humano tem o direito
de ter.
Hoje em dia, até na longínqua China
Continental, as transexuais operadas terão o direito de se casar e mudar
de nome.... e as MtF a serem reconhecidas como mulheres.
Por outro lado, na Suíça, por exemplo,
além de se respeitar de maneira exemplar os direitos humanos, possuem eles uma
lei que permite a mudança automática de identidade civil no caso de transexuais
redesignadas cirurgicamente, e, é claro ( aqui vai a relevância para o
esporte), a Suíça sedia o Comitê
Olímpico Internacional, a FIFA e uma série de outras entidades e organizações
mundiais de administração do desporto.
Na Suíça, a palavra transexual designa a pessoa que ainda não se operou, porque depois que a MtF se
opera, passa normalmente a ser designada e aceita como mulher...não sendo
mais tratada como GID, mas como uma mulher como as outras....
. Temos no Brasil um projeto muito bom ( PL-70b/1995 ; autor: José Coimbra -
PTB /SP ) o qual o atual Sr. Ministro dos Esportes apoiou em 1995 e 1999,
quando foi seu relator, na Comissão de
Seguridade Social.
Esse projeto encontra-se pronto para pauta para ir a Plenário
na Câmara, e dispõe sobre intervenções
cirúrgicas que visam à alteração de sexo (redesignação genital) e dá outras providências
ADMITINDO A MUDANÇA DO PRENOME MEDIANTE AUTORIZAÇÃO JUDICIAL,
NOS CASOS EM QUE O REQUERENTE TENHA SE SUBMETIDO A INTERVENÇÃO CIRURGICA
DESTINADA A ALTERAR O SEXO ORIGINARIO, OU SEJA, OPERAÇÃO TRANSEXUAL.
Com o parecer favorável do relatório do nosso atual Ministro
dos Esportes, Sr.Agnelo Queiróz quando era deputado , o projeto teve aprovação
unânime na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) , e já havia sido
aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Mas até hoje encontra-se
com requerimento de urgência, parado, abandonado à própria sorte, ou à própria morte, aguardando, como no corredor
da morte, sua ida a Plenário.
No governo Lula, mesmo com o então relator do projeto no
governo , e todas as promessas, empenho e compromissos pelos Direitos Humanos
de quando foi deputado , o projeto está sem o interesse devido, abandonado à
própria sorte.
Um projeto bom já existe....O PL70b/95 é bom. Basta interesse
das autoridades para aprová-lo. O pior é que as autoridades têm a consciência
exata da violação que está sendo feita aos direitos das transexuais, e não
fazem nada . Parece que só pensam em si mesmos, e esquecem que estão lá como
representantes da população, inclusive das pessoas GID.
A aprovação do Projeto Coimbra é de extrema importância para as pessoas com
problemas de gênero no Brasil , pois a
readequação perante si mesmo e a sociedade é um direito inalienável da
pessoa humana .
Ao PL 70b/95 do Dep.Dr.José Coimbra foi juntado um outro, de nº
3727-97 do ex-deputado Wigberto Tartuce. Ambos agora tramitam juntos, mas estão
parados, aguardando inclusão em pauta, mesmo com o pedido de urgência de 1.999,
assinado por quase todos os líderes dos partidos.
Nos afastando de nossas misérias terceiromundistas e
latino-americanas, vemos que no mundo civilizado, a situação é bem diferente.
. Na Europa, a Corte Européia de Direitos Humanos determinou o fim desses
sofrimentos e constrangimentos causados às transexuais , assegurando plena
redesignação cirúrgica, civil , jurídica e social às pessoas transexuais
redesignadas.... o que foi um passo importante para a decisão de agora, da participação nas competições esportivas
de alto-nível, por parte de pessoas GID redesignadas, no gênero adequado.
O Governo Britânico , por exemplo, está cientificando mais de
100 organizações esportivas para que implementem as mudanças nas regras em
relação ao gênero.
As transexuais contam com o apoio governamental e da lei na Europa, que lhes assegura a
plena cidadania, o reconhecimento da identificação civil adequada e o direito
de existirem e serem respeitadas na sociedade, no esporte e no trabalho. Mas
para que essa situação de respeito e
civilidade chegasse, houve uma decisão
firme da Corte Européia de Direitos Humanos.
Nós, neste fim de mundo, nem Corte de Direitos Humanos
temos....
Esta é uma causa legítima. Todo o trabalho multidisciplinar de suporte a
portadores de disforia de gênero só pode ter sentido quando objetiva o
propósito de lhes reconhecer a
identidade e com o fim de integrá-las na sociedade. Todas as transexuais
possuem o direito de inclusão na sociedade, durante seu processo de
transição....e inclusão plena, total e irrestrita, após sua redesignação.
Participando de todas as atividades normais na condição à qual se harmonizaram
de forma a poderem viver. Não se justifica a sua não participação também em
esportes, prática habitual de grande parte da sociedade, ...
As religiões que professam o ódio e a intolerância patrocinam essa exclusão
social com uma teologia e moralismo próprios que julgam as transexuais numa
condição de condenação.
Dizem : "Direitos
Humanos pode, menos na questão sexual..."
Esse sentimento de ódio, intolerância e preconceito para com as
transexuais foi usado no passado da mesma forma para excluir os negros. Pretendem
os falsos defensores do evangelho condenar as pacientes transexuais a viverem
como escravas, numa era de avanços tecnológicos e garantias fundamentais da
pessoa humana. Esse moralismo tem as mesmas razões , as mesmas táticas , a
mesma irracionalidade da Escravatura.
A própria sociedade, influenciada por estas doutrinas nada evangélicas, pois
Jesus não discriminou ninguém, nem sequer proferiu uma só palavra que seja
contra as GID - e numa postura irresponsável e ignorante, condena as
transexuais a viverem na marginalidade , no desemprego, na miséria, no
abandono, sem acesso ao esporte de competição , esporte que é manifestação do
ser humano , da sua necessidade de viver , da sua formação , atividade
fundamental com reflexos na saúde , na auto-estima, na socialização saudável
.... isso pode acarretar como consequência o desequilíbrio psíquico e
emocional, e como desequilíbrio social, a promiscuidade ....
Esse sentimento de ódio e intolerância
as transexuais chamamos de transfobia, e as pessoas que são intolerantes e
preconceituosas, que odeiam as transexuais são denominadas transfóbicas.
No passado essa doutrina falsamente evangélica ,perseguiu não apenas os negros,
mas também as mulheres, os índios e.... ainda persegue os homossexuais.
Esta doutrina e moral de só projetar suas ignorâncias e intransigências no
outro, produzida por religiões preconceituosas e transfóbicas, constroem essas
situações sociais que excluem as transexuais do seu direito de existir
efetivamente na sociedade no gênero adequado.... e terminam por gerar nas vítimas, traumas , maus
tratos, discriminações , falta de oportunidade e exclusões radicais, que por sua vez podem
gerar como conseqüência dessa exclusão, depressões terríveis, que por sua vez
podem gerar estados psicóticos graves.
Ou seja, as
transexuais se tornam vítimas de uma
sociedade doente e opressora.
Essa discriminação judaica, cristã e muçulmana contra a transexualidade, está presente em todos os escaninhos das atividades humanas.
Ela não tem qualquer sustentação médica
nem jurídica (apesar dos absurdos publicados em Roma pela Sagrada Congregação
da Doutrina da Fé, sobre o transexualismo, em passado recente, absurdos esses referendados e assinados pelo atual líder dessa agremiação
religiosa). A medicina, pelo contrário, estuda o cérebro e as diferenciações
dos tecidos durante a gestação de crianças primatas humanas e não humanas, tem
descoberto radicais possíveis discordâncias entre as diferenciações sexuais no
cérebro e nos genitais. Esses resultados, parecem ser ignorados pelos
religiosos.... por ignorância, por desleixo... ou por malignidade.
O Estado
brasileiro afirma assegurar a cada indivíduo ou cidadão a liberdade religiosa,
incluindo aí a garantia do direito de não ser submetido a decisões judiciais,
ou de qualquer outro agente político ou administrativo, embasadas em princípios
religiosos ou de fé, de qualquer espécie.
O mérito e iniciativa de se lutar contra o preconceito e a discriminaçao em
defesa dos direitos das transexuais é duplamente maior, por tratarem-se de uma
minoria (ainda) quase sem vez e sem voz na sociedade.
Dogmas culturais não são maiores e mais importantes do que os direitos
fundamentais de seres humanos.
As pessoas transexuais não são necessariamente promíscuas....não são doentes
mentais....não são inferiores a ninguém.... não são decaídas morais.....não são
bandidas.... apenas sofrem, antes de suas correções, de uma radical desarmonia
entre sua identidade de gênero, determinada por sua conformação cerebral, e sua
conformação genital.”
Como o texto de Marycross não foi apresentado na íntegra, tive que fazer pequenas adaptações, para que o mesmo não perdesse seu sentido e força de expressão. Espero não tê-lo prejudicado além da medida.
Waléria Torres
GID Journal
Articles
Comentário
sobre as dimensões vaginais nas neo-vaginoplastias
Jurado, Jalma, MD,
PhD
Titular
de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina de Jundiaí-SP-Brazil
É uma cavidade com dimensões variadas: A
profundidade tem em média 10 a 14cm, pois com o toque bidigital (indicador e
médio) do examinador alcançamos o seu fundo, onde está o colo uterino. É
possível avaliar também as dimensões do útero usando-se a outra mão sobre o
abdome. Também conseguimos ampliar seu comprimento empurrando o útero para
cima. Esta mobilidade permite a cópula com órgãos masculinos de maiores
comprimentos. Os diâmetros verticais e transversais variam de 5 a 7 cm, mas pode
aumentar por dilatações continuadas ou no parto natural para a passagem do
recém-nascido. A vagina é limitada pelo canal urinário e bexiga anteriormente e
pelo reto posteriormente e é envolta por várias capas de músculos perineais,
que evitam sua exteriorização aos esforços (herniações), além é claro do
auxílio de ligamentos suspensores presos interiormente na bacia. Seu
revestimento é epitelial do tipo mucoso (glândulas umidificadoras) e altamente
ondulado e elástico que permitem ampliação dos diâmetros. Há limitações
laterais dos diâmetros também pela parte óssea da bacia, principalmente os
ossos pubianos em forma de “V” invertido, que na mulher tem ângulo mais aberto
( amplia as dimensões transversais) que na bacia masculina.
Formar uma cavidade de
amplas dimensões no períneo feminino (mulheres com ausência congênita da
vagina), ou no períneo masculino (intersexualidade com identificação feminina)
é relativamente fácil ao cirurgião pelos planos de descolamento entre a bexiga
e o reto. A dificuldade seguinte é forrar esta cavidade com tecidos do próprio
paciente que substituam a mucosa natural de uma vagina. Assegurar também que este transplante se
integre totalmente (sobreviva completamente com as dimensões com que foram
obtidos, através da chamada revascularização).
Os transplantes
disponíveis são:
Não há mucosas
disponíveis para serem doadas do próprio paciente na quantidade necessária,
restando os enxertos (grafts) de pele
(que não pode ser de outra pessoa). Os
enxertos são lâminas delgadas de tecidos totalmente destacados do local doador
e revascularizados (sobrevivendo) do sangue da área receptora. Há
peculiaridades na obtenção:
1. Aparelhos
especiais – Dermátomo manual.
2. Pele
glabra (sem cabelos) – Nem sempre a pele sem pêlos está numa região “escondida”
do corpo e restará para sempre uma marca definitiva e desagradável (semelhante
a uma forte abrasão) na área doadora. Não deveríamos transplantar pele com
pêlos para uma cavidade que não os tem, como a vaginal. Os enxertos não contém
nervos, portanto a sensibilidade das paredes da neo-vagina é quase ausente. Os
enxertos para “pegarem” precisam de imobilização prolongada com curativos e
moldes (até 10 dias no leito sem levantar).
a. Se
retirarmos enxertos de pele fina (thin
grafts) (deixando na área doadora parte da derme) levando apenas epiderme e
parte da derme, eles se integram mais facilmente (o que é favorável), isto é a
revascularização é rápida (4 a 6 dias). Eles normalmente sofrem uma forte
retração diminuindo suas dimensões, o que obriga ao uso de moldes mantenedores
ou dilatadores por muitos meses. Muitas
vezes suas, paredes permanecem rígidas, não dilatáveis e pouco elásticas,
comprometendo as dimensões finais. A área doadora recupera-se espontaneamente
com tratamento local, como num queimado.
b. Se
retirarmos enxertos de pele total (thick
grafts) (incluindo a derme com seu tecido elástico) ela se integra
demoradamente (revascularização mais difícil de 8 a 12 dias). Neste caso a
retração é menor pois carreiam também derme elástica, (uso de moldes
mantenedores até o 3º. Mês). A integração (“pega”) deste enxerto pode ser
incompleta, morrendo ou necrosando alguns dos seus trechos e comprometendo as
dimensões finais. Além disso, a área doadora deve esta numa região que facilite
o seu fechamento por sutura cirúrgica.
3. As
enxertias são muito empregadas nas agenesias(ausência) congênitas da vagina –
Técnica original de MCIndoe. O resultado nas neo-vaginoplastias com enxertos é
sucesso inconstante, mesmo quando indicado para ampliar uma cavidade operada
anteriormente e com dimensões insuficientes. Além disso, tentar reabrir a
cavidade entre o reto e bexiga endurecidos pelas cicatrizações da cirurgia
anterior, pode machucá-los e produzir fístulas desagradáveis.
Retalhos (Flaps)
São transplantes de pele que mantém a nutrição sanguínea (mudam de lugar sem ser destacados da sua origem, o que significa que mantém uma conexão vascular com a área doadora). Assim, eles obrigatoriamente são obtidos de áreas vizinhas da cirurgia:
1. Retalhos “ao acaso”(not well vascularized flaps) isto é sem um estudo prévio da sua
vascularização. São transplantes de pele total com seu subcutâneo e outras
camadas preparados junto a área cirúrgica, mas se forem muito longos em relação
à largura (mais que 3:1) poderá faltar sangue na extremidade, causando a morte
(necrose) de segmentos e diminuindo o comprimento final da cavidade forrada por
retalhos.
As técnicas usuais em todos os Países para neovaginoplastia (praticadas há muitas décadas) em transgenitalização M/F, obtém retalhos “ao acaso” da própria pele peniana, e mais um retalho da pele escrotal (às vezes muito pilosa). A cirurgia deve ser muito cuidadosa para não diminuir o número dos pequenos vasos presentes, evitando que as necroses produzam vaginas pouco profundas. Infelizmente, alguns operados, apresentam este insucesso, tornando complicada uma nova cirurgia para correção.
2. Retalhos“Vascularizados” (Vascularized flaps or Neuro-Arterial flaps) (presença de
vasos calibrosos e importantes que promovem boa irrigação sanguínea nos
retalhos). Foram estudados para contornar problemas dos retalhos “ao acaso” e
podemos obtê-los da pele e seus anexos, dos intestinos e mesmo deslizando o
peritôneo. No caso dos intestinos
(segmentos separados e fechados em fundo cego, obrigando a uma reunião do tubo
intestinal), o resultado em relação às dimensões da neo-vagina é muito bom, mas
acrescenta-se outros inconvenientes, hospitalização maior, preparos intestinais
prévios, cirurgias demoradas e com maior chance de problemas pós-operatórios.
Normalmente o intestino continuará a expelir um catarro mucoso definitivamente
e sua sutura na pele perineal deve ser muito meticulosa para evitar
estreitamentos e insucessos funcionais.
Os retalhos, quando meticulosamente
preparados tem ótima integração e podem reter a sensibilidade idêntica à do
local doador. Estes detalhes obrigam o cirurgião a longos estudos da anatomia
humana, da pele, do tubo digestivo, dos
genitais, além da anatomia vascular e nervosa, matéria bastante exigida no
aprendizado da cirurgia plástica.
3.“Retalhos vascularizados e invertidos(como um dedo de luva) do genital
masculino” (Neuro-arterial penile
flaps) – Este é um procedimento eleito em nossas cirurgias com as seguintes
características:
Mantém toda a pele, subcutâneo, vasos e nervos que recobrem o corpo peniano, além da glande no fundo do retalho invertido; portanto, mantém a sensibilidade, vascularização, elasticidade, ausência de pêlos, aproximando-se o mais possível de um forro ideal. Além disso, com o passar dos anos, torna-se róseo e aveludado, um pouco úmido e a glande sensível imita o colo uterino feminino. Muitos pacientes referem prazer e orgasmo no clímax sexual. Sendo elástico, pode adaptar-se com o tempo e fisioterapia à órgãos masculinos de maiores dimensões.
As
desvantagens são de uma cirurgia trabalhosa e meticulosa, pois o pênis situa-se
muito alto (sobre o púbis) e longe da cavidade preparada do períneo (mais que
10 cm) para um retalho vascularizado de vizinhança. Além disso, muitos
pacientes possuem órgãos sexuais menores ou terem sofrido cirurgias de fimose
na infância, limitando, mas não impedindo sucesso no procedimento.
O retalho vascularizado do pênis é facilmente integrado
evitando repouso e imobilização
prolongada e também alta hospitalar precoce fato que diminui os custos.
A Commentary
about Vaginal Dimensions in
Neovaginoplasty
Jurado,
Jalma, M.D., Ph.D.
Titular of Plastic Surgery at the College of Medicine
of Jundiaí-SP-Brazil
Copyright ©; 2003 Gendercare Gender Clinic. All rights
reserved.
The Natural Vagina
is a channel with variable
dimensions: The depth has an average of 10-14 cm, therefore with two fingers'
touch (on average), we reach its depth, where it becomes the cervix of the
uterus. Another hand placed on the abdomen is able to evaluate also the
dimensions of the uterus. Also, we are able to extend its length when pushing
the uterus upward. This mobility allows copulation with larger sized male
organs. The vertical and transverse diameters vary between 5 and 7 cm, but it
can increase for continued dilations or in natural childbirth for the entrance
for a newborn.
The vagina is limited by the urinary canal and bladder
anteriorly and by the rectum posteriorly and is enveloped in several layers
of perineal muscles, that prevents its protrusion (hernias). This is further
aided with the help of ligaments which
are contained and suspended below in the
pelvis. It's epithelial lining is a type of
mucosa (moist glands) and is thrown in
folds and is highly
elastic, which allows expansion of the
diameter. It also has lateral limitations of the diameter for the bony part of
the pelvis, mainly the pubic bones in the form of an inverted V, which in the
woman, has
a wider angle (extension of the transversal dimensions) than in the male
pelvis.
The Reconstructed Vagina
To form a cavity of ample
dimensions in the female perineum (women with
congenital absence of the vagina), or in the original male perineum (M
to F transsexual women) is relatively
easy to plan for the surgeon to dissect
between the bladder and the rectum.
The following
difficulty is to line this cavity with proper material from the patient
to substitute for the natural mucosa of
a vagina. It's also necessary that this
transplant achieves total integration (survives completely with the dimensions
which have been achieved, through what's termed revascularization).
Grafts
do not have the available
mucosa in the necessary amount to properly be
donated by the patient, which leaves grafts of skin (it cannot be
from another person).
The grafted material are thin section cuts completely removed locally from the
donor and revascularized (survived) by
the blood of the receiving area.
It is obtained in special ways:
1. Special devices- a manual dermatome.
2 . Poil less skin
a. Not always the skin without
poils is in a hided region of the
body, and it will forever remain a
definitive and awkward scar (similar to a large abrasion) in the donated area.
We would not have to transplant skin
with poils for a cavity that
does not have them, such as the vaginal one. The grafts do not
contain nerves. Therefore, the
sensitivity of the walls of the neo-vagina is almost absent. The
future grafts for them to catch on,
they need immobilization drawn out with dressings and molds (up to 10 days in
the stream bed without lifting).
If grafts of fine skin (thin grafts) using only
epidermis and part of the dermis (leaving in the donor area some of her dermis), they combine themselves more
easily for her), that is, the
revascularizations are fast (4-6 days). She normally suffers from one strong retraction, diminishing its dimensions,
and is forced to use molds or dilation devices for many months. Many
times, its walls remain rigid, with an
inability to expand, and with poor elasticity, compromising the final
dimensions. The donor area recovers
spontaneously with local treatment, as in a case of a burn.
b. If one uses full skin
grafts (thick grafts) (including dermis with its
elastic fibers), it needs time to combines itself (more difficult revascularizations of 8 to 12 days).
It is in this
case that the retraction is lesser therefore also they bring with them some
derme elastic (use of molds for until 3 months). The integration (the catching on) of this graft can be
incomplete, non-surviving, or have necrosis of some of its lengths and
compromising the final dimensions. Moreover, the donor area, must be in a region that facilitates its closure for
surgical suture.
3. The grafts are often
used in congenital agenesis of the
vagina-originally, the technique of McIndoe.
The results in
neovaginoplasties with grafts, is scattered success,
precisely, when as indicated, to extend a previously operated cavity, and with
insufficient dimensions.
Moreover, to try to reopen the scare parts of the previous surgery, can harm them, and produce awkward fistulas.
Flaps
are skin transplants that
keep the sanguineous nutrition (they move to a
place without being detached of its origin, meaning it keeps a vascular
connection with the donor area).
Thus, they are obligatorally received by neighboring areas of the surgery:
1. Not well vascularized
flaps, that is, without a previous study of its vascularization.
They are transplants of full skin, with its subcutaneous and other
prepared layers together to the surgical area, but they will be very long in
relation to the width (more than 3:1),
have the possibility to lack blood in the extremity, causing the death
(necrosis) of segments, and diminishing
the final length of the cavity lined for remnants. Perhaps, the usual techniques in all of the countries, for
neovaginoplasty (it has been practiced for decades) in m to f SRS, takes
flaps of the penile skin proper, and also a remnant of the scrotal
skin (sometimes very poilfull).
The surgery must be very careful not to diminish the number of small vessels'
delivery, to prevent necrosis, which
produces vaginas with small depth. Unfortunately, some who have
been operated, present with this
failure, resulting in a complication and the
need for a new surgery for correction.
2. Vascularized flaps or
Neuro-Arterial flaps (presence of important vessels that promote good sanguineous irrigation in the remnants).
They have been studied, perhaps, to get away from problems of the
flaps, and we can get them from the skin and its annexes, the intestines
and the like, which moves along the
peritoneum.
In the case of the intestines (separate and closed segments in a low,
short person, necessitating a meeting
of the intestinal column), the result in relation to the dimensions of the neovagina is very good, but it adds
other inconveniences, longer
hospitalization, prior intestinal preparations, surgical delays, and
with greater possibility of postoperative problems. Normally, the intestine, will continue to expel a
definitely catarrh mucous, and its suture in the perineal skin, must be very
meticulous, to prevent functional nips and failures. The remnants, when
meticulously prepared, has excellent integration, and can retain identical
sensitivity, to the one of the local donator. These details, compel the surgeon to long studies of human anatomy, the
skin, the digestive tract, that of the
genital ones, beyond the vascular and nervous anatomy, material
sufficiently demanded in the learning
of plastic surgery.
3. Vascularized neuro-arterial penile flaps.
This one is a choice procedure in our surgeries with the following
characterisitcs:
It keeps all of the skin, subcutaneous vessels and nerves that go
back to the penile body beyond the glans penis in the bottom of the inverted
flap; therefore it maintains
sensitivity, vascularization, elasticity, absence of poils, itself coming
close as much as possible, to an ideal lining.
Moreover, with the passing of years, it becomes pink and velevety, a
little moist, and the sensate glans,
imitates the female uterine cervix. Many
patients, relate to have pleasure and orgasm in the sexual climax.
Being elastic,
it can adapt with time and proper dilation, to male parts of larger dimensions.
The disadvantages, are of a laborious and meticulous surgery, as a
result of the penis being placed very high (on the pubis) and far away
from the prepared cavity of the
perineum (more than 10 cm)
for a neighborhood vascularized flap.
Moreover, many patients, posess small sexual structures or have suffered from
fimose (circumcision) in infancy,
limiting, but not hindering, success in the procedure.
The vascularized flap of the penis, easily prevents long convalescence and drawn out hospital immobilization, and
decreases m to f SRS costs.
(We
thank Prof. Italiano form GIGS GID School, for his help in English translation)
Bloqueio do Potencial
de Criatividade após vivência de situação de Abuso:
O
Teste Poenaja
Caldas,Jane
de Oliveira Pinto, Psy.D.,M.S.
* Psicóloga clínica, arte terapeuta
junguiana; regressão e hipnose; pós graduada em distúrbios da conduta –
Psicologia Médica-Psicossomática e Sexualidade Humana; Mestre em Sexologia pela
Universidade Gama Filho (UGF) e Doutoranda em Psicopedagogia pela
Wisconsin International University.
Copyright
© 2003 Gendercare Gender Clinic. All rights reserved.
INTRODUÇÃO. Evidencia-se o desrespeito aos valores humanos básicos, e a tudo que torna um ser humano mais humano, pela heteronomia e pela tutela a que sistematicamente em nossa sociedade, a criança está submetida. Reine et al (1994) demonstrou em Los Angeles e Dinamarca, que as crianças rejeitadas pelas mães e/ou submetidas a qualquer tipo de maus tratos, depois cometiam assassinatos violentos durante a adolescência . Teicher (2002) destacou o atrofiamento do hemisfério cerebral esquerdo em adultos com histórico de traumas na infância e constatou a impossibilidade de diagnóstico dessas alterações através da ressonância magnética, até os 22 anos de idade. Nosso objetivo é contribuir de forma objetiva no diagnóstico desses casos, ou seja, revelar quais as crianças e adolescentes que estejam submetidos a traumas ou estresse pós-traumáticos, abalando seus potenciais criativos naturais e conseqüentemente seu desenvolvimento como um todo, ainda em fase de possível reversão. METODOLOGIA. Foi criada uma avaliação para medir o nível do potencial criativo, com o objetivo de saber se a criança e/ou adolescente possuem algum tipo de bloqueio que possa estar incidindo em seu potencial de criatividade . A avaliação foi aplicada em 278 crianças de uma Escola do Ensino fundamental, no Rio de Janeiro. Utilizou-se análise qualiquantitativa que permitiu avaliação dos resultados NPCR, NPCM e NPCB. Na escala NPCR (Nível de potencial criativo reativo) se apresentam bloqueios mais acentuados. Na escala NPCM (Nível de potencial criativo mobilizado) recomenda-se a necessidade no aprofundamento da pesquisa, por se tratar de um parâmetro limite, e a escala NPCB (Nível de potencial criativo Benéfico) evidencia o nível de atuação do potencial natural de criatividade. RESULTADOS. Foi constatado um índice de 97% de fidedignidade nos resultados dos testes, confirmado pela análise psico social e pela constatação de consequências afetivo-emocionais nas crianças e seu comportamento escolar, destacando-se a situação de carência afetiva em que se encontram as crianças analisadas, afetada pela situação degradada no relacionamento familiar. CONCLUSÃO. Confirma-se a fundamental importância do respeito afetivo, do respeito aos valores humanos e da segurança, principalmente por tratar-se do período de estruturação da personalidade e da formação e despertar neural da criança/adolescente, que essencialmente dependente de carinho e proteção, para o equilíbrio estrutural da personalidade da criança.
ABSTRACT
INTRODUCTION: The disregard for basic human values by children's caretakers,
is the primary basis for child abuse. Reigns et. al. (1994), demonstrated in
Los Angeles and Denmark, that children
rejected by their mothers, and/or subjected to any type of abuse, later commited violent murders during their adolescence.
Teicher (2002) showed an atrophy of the
left cerebral hemisphere in adults with a history of abuse
and traumas in infancy, and demonstrated a lack of feasibility of the use of
MRI for the diagnosis of these alterations, until 22 years of age. Our objective, is to contribute to the
diagnosis of these cases, to present
children and adolescents who were exposed to abuse and traumas, and later developed PTSD (post traumatic stress
disorder), through the analysis of the
blocking of its natural creative potentials, and consequently, its
development as a whole, while still in a stage of potential reversibility.
METHODOLOGY.
An evaluation was created to measure the level of the creative potential
with the objective of knowing if the
child and/or adolescent possesses some type of blockade which is
impeding its potential of
creativity. The evaluation was
applied in 278 children of a Basic
School , in Rio de Janeiro, Brazil. Qual-quantitative analysis was used for the
evaluation of results for NPCR, NPCM,
and NPCB. In scale NPCR (level of reactive creative potential) accentuated blockades were greater
in presence. In scale NPCM (Level of mobilized creative potential), we perceived the need for more in depth
research, and scale NPCB (Level of beneficial
creative potential), demonstrates the level of performance of the natural potential of creativity.
RESULTS. A confidence level index of 97% in the
results was demonstrated,
confirmed by social psychological analysis, and the perception of affective-emotional consequences in
childhood school behavior, as opposed to
lack of affect when the analyzed children were afected by a
dysfunctional family relationship
CONCLUSION.
It is of basic importance the
affective relation and to respect the child as a person, to respect its human
values and its security , mainly during that period of the development of the personality and the formation and
neural patterns that are essentially
dependant on affection and protection, for
the structural balance of the personality of the child.
(We thank
Prof. Italiano form GIGS GID School, for his help in English translation)
Nos dias atuais,
vivenciamos a necessária autonomia e o
total domínio do potencial da criatividade.
Torna-se urgente o desenvolvimento e preservação dessa capacidade
inata, principalmente à criança e ao
jovem, enquanto se encontram inaugurando bases neurais de suma importância, fazendo-se cada dia mais necessária a
avaliação desse sistema para sua preservação. Nosso objetivo é de caminhar no
sentido de validar o teste que
propõe avaliar o nível do
potencial de criatividade e de possíveis bloqueios que possam estar havendo.
A arte é
apresentada neste trabalho como objeto-focal do respaldo equilibrante. A “arte”
é um veículo do discurso interior,
tanto para o diagnóstico quanto para a superação de possíveis bloqueios, caso
haja, quando não, agirá como facilitadora do desenvolvimento dos potenciais inatos,
uma vez que é tocando nosso universo inconsciente, na criação artística, temos
a chance de trazermos à tona conteúdos que passarão a contemplar-nos no nosso
momento presente. Desde os primórdios, a arte já era utilizada como
harmonizadora, de processos equilibradores do inconsciente, tendo a capacidade de fazer fluir conteúdos
que poderiam transformar-se em realidade uma vez que saíam da obscuridade e
passavam a ser energizados.
Como pensamento
filosófico que coaduna com a preservação
dos potenciais naturais infanto-juvenis, no que tange ao respeito à
espontaneidade, citamos Emmanuel Mounier (1949). Mounier Condena
a tutela por entendê-la como
inibidora do potencial natural de criatividade que, enquanto
exagerada, vem desrespeitar e alterar o
processo desencadeador do desenvolvimento,
interferindo na autonomia uma
vez que retrai o caminhar livre e saudável .
Reine et al (1994)
demonstrou, em estudos com 4269 nascimentos, em Los Angeles e Dinamarca, que as
crianças muito rejeitadas pelas mães e/ou submetidas a qualquer tipo de maus tratos
cometiam assassinatos violentos, principalmente na adolescência (aos 18 anos).
Neste trabalho
procuramos abordar a situação das crianças brasileiras que, segundo Oliveira
(1989), é muito crítica visto que mais de 20% delas sofrem algum tipo de abuso
e/ou maus tratos, lhes causando danos que podem vir a ser irreversíveis no comprometimento neurobiológico do desenvolvimento normal (Teicher, 2002).
Teicher (op.cit.)
ainda nos fala que todo tipo de maus tratos (desde a negligência até o abuso
sexual ou espancamento) é responsável por causar feridas neurais que
não cicatrizam, abalando com isso as funções e estruturas cerebrais, como o desenvolvimento infantil normal.
Nas conseqüências
estruturais das bases neurais encontraremos, nas crianças submetidas ao
estresse pós-traumático, a comprovação de Teicher (op.cit.) quanto ao estresse
freqüente em intensidade, ocorrendo
agravos por causar mudanças nos receptores pós-sinápticos normais de ácido gama
aminobutírico (gaba) sendo este o principal neurotransmissor inibidor do
sistema nervoso central. Tais mudanças podem levar à superestimulação de
neurônios, resultando na irritabilidade do sistema límbico. A presença de
gaba equilibra e, portanto, diminui,
esta excitabilidade elétrica dos neurônios ao permitir um fluxo de íons de
cloro. Quando ocorre a perda de uma das subunidades-chaves do receptor gaba, a
capacidade de moderar a atividade neural fica prejudicada e a criança
experimenta o descontrole que, como um curto circuito mental, ocorrem descargas
elétricas detratoras à essas bases neurais. Este fenômeno interno traduz-se
para o comportamento e é reconhecido
como o famoso “ataque” de gritos, podendo a criança jogar-se no chão, quebrar objetos e manter-se alheia a tudo, etc.
Ao estudarmos as
conseqüências dessa função cerebral, em crianças submetidas ao extremo
estresse, o que mais vem se destacando é o comportamento anti-social que pode
ser considerado resultante de abusos na infância. Teicher (op.cit.) nos fala de
estudos comprovando super-excitação do
sistema límbico (uma região no centro do cérebro que regula a memória e a
emoção). Ficando locauteadas duas regiões pequenas, porém importantes: o
hipocampo e a amígdala (localizados abaixo do córtex, no lobo temporal) que são responsáveis por desempenharem
papeis de destaque na geração desse tipo de disfunção.
O hipocampo possui
a responsabilidade de determinar que
informações recebidas serão armazenadas na memória de longo prazo. É
importante também na formação e recuperação tanto da memória verbal quanto da
emocional. Já o papel da amígdala é de
filtrar e interpretar informações relacionadas com a sobrevivência e as
necessidades emocionais do indivíduo e auxiliar a desencadear as reações
apropriadas, ou seja, a criação do conteúdo emocional da memória, como, por exemplo, os sentimentos
relacionados ao medo e a reações agressivas.
Esse processo ocorre com tamanha facilidade porque é na
infância que o cérebro está sendo esculpido e ele necessita da influencia de todas as experiências as quais estará submetido. Desta forma, fica aqui destacada a grande
responsabilidade daquelas pessoas que, legalmente, espera-se que atuem no dever
de “guardar”, “proteger”, “orientar” e
“cuidar” dessas crianças.
Martin Teicher
(op.cit.) e sua equipe acompanharam pesquisas nesta área, desde 1978, ficando
claro para eles, que nada adianta o
adulto ameaçar ou mesmo castigar a criança que apresenta alterações de
comportamento proveniente de estresses pós-traumáticos. A tolerância desta
criança, para lidar com dificuldades e
contrariedades, irá ficando cada vez
mais reduzida, podendo essas tensões
serem responsáveis pela indução de uma chuva de efeitos moleculares e
neurobiológicos, que solidificam o desenvolvimento neural de forma alterada.
Desta forma, a
depressão, a ansiedade, os pensamentos suicidas e etc. são algumas das
conseqüências internas, apontadas por Teicher (op.cit.) provenientes das
vivências da criança em ambientes de estresse prolongado. Nas conseqüências
externas podemos observar a agressão, a
impulsidade, a delinqüência, a hiper-atividade, o abuso de várias
substâncias, etc.
Das conseqüências
psiquiátricas do abuso pesquisadas até o momento, a que mais vem se destacando é o “Distúrbio de Personalidade Limítrofe”(Borderline Personality
disorder).Este, por sua vez, apresenta características de ver o mundo preto e
branco, oito ou oitenta, com episódios de paranóia ou psicose. Pesquisadores
concluíram, também, que a superação dos sistemas internos de reação ao
estresse, que funcionam como uma resposta necessária para a sobrevivência a
curto prazo, aumenta o risco de obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão,
incluindo o risco de suicídio, acelerando o envelhecimento e a degeneração das
estruturas do cérebro, ou seja, a tentativa de superar o agravo
é geradora de
conseqüências irreversíveis.
Estudos têm
destacado a impossibilidade de se
diagnosticar esses casos à tempo de serem tratados e possivelmente
revertidos, através da ressonância magnética, ou seja, até o final da
adolescência seria o ideal porém, torna-se uma armadilha difícil de lidar uma
vez que, enquanto as crianças não completarem a idade adulta, não se tem
visualização aparente dessas alterações neurofisiológicas. Somente na idade adulta,
a partir dos 30 anos, é deflagrado seu diagnóstico visível na ressonância
magnética por imageamento, estando já solidificadas as alterações, que as
torna de difícil tratamento e reversão por já apresentar as cicatrizes conseqüentes do processo desencadeante. A arte é
destacada como facilitadora não
somente para o diagnóstico (com o Teste Poenaja 7) como também no tratamento do
resgate desses potenciais mobilizados pelo trauma a qualquer idade que a pessoa possa estar.
Nosso trabalho propõe realizar diagnóstico
através de avaliação com o teste “Poenaja 7”, que utiliza a arte, criado e apresentado em 2002
no Mestrado UGF-RJ.
Como proposta para diagnóstico e intervenção de
acompanhamento e resgate do equilíbrio,
utilizaremos o teste de avaliação Psicossocial “Poenaja 7”, que foi desenvolvido com o objetivo de localizar crianças submetidas a traumas
familiares ou que ainda estejam
vivenciando o estresse pós-traumático, e que possam ser encaminhadas para a
devida assistência afim de reverter tal quadro.Tal avaliação tem se apresentado
como instrumento revelador de processos
vivenciais nocivos que tendem a agravar-se,não sendo vistos à tempo.
Uma vez
localizadas as crianças que estejam vivenciando o estresse pós-traumático,
utilizamos a arte que integrada à teoria de Carl Jung vem a se chamar também de terapia, integrando o termo
“arte-terapia” è e que se revela como recurso prioritário de
resgate do potencial criativo e harmonizador dos circuitos neurobiológicose
energéticos do ser. No campo psiquiátrico,
temos a experiência da Drª Nise da Silveira, com o desenvolvimento do
Museu do Inconsciente, reconhecido
internacionalmente, possibilitou a expansão do universo inconsciente, através
da arte, trazendo conteúdos
reequilibradores facilitando as tranformações no aqui e agora. Este trabalho se
eternizou e sua atuação tem se mostrado eficiente não só para
os pacientes que
apresentam comprometimentos psiquiátricos.
Adentrando no
contexto da arteterapia com base Junguiana, observou-se em casos, acompanhados desde 1994 que temos acompanhado, de Personalidade
limítrofe conhecidos como Borderline Personality Disorder,[1]
uma grande mobilização de circuitos internos quando estes pacientes estiveram
construindo artísticamente seus trabalhos. Cantando, dançando, pintando,
modelando, recortando, colando, derretendo, escrevendo, falando, chorando,
sorrindo, gritando, meditando, etc. uma
menor utilização medicamentosa ou mesmo
total eliminação, demonstrando
interesse em assumirem o
controle de suas vidas pessoais.
Observamos que 20% de um grupo de 30 pessoas retomaram suas atividades sociais
normais[2].
Portanto, a
Arteterapia atua nos canais neurais bloqueados, ativando e facilitando
como conseqüência e resultado: a interação social, o equilíbrio interno,
a preservação da auto-estima e os
estimuladores dos potenciais criativos que são mobilizadores de
conquistas e sobrevivência.A arteterapia atua no diagnóstico, na reversão
e prevenção do viver saudável).
A Arteterapia é
capaz de interceder nesses canais comprometidos, porque atua através de
processos psiconeuroimunológicos que por se tratar de um circuito quântico
(Cappra, 1983) permite a representação
de um modo de consciência (a mente) para corrigir, espontaneamente, os erros em
outro modo de consciência (o copo) utilizando-se da força incomensurável do
inconsciente. Este processo ocorre de forma instantânea, ou seja, não há
caminho (linearidade), como no mundo racional colocado por Newton (pai da
teoria da gravidade) é de maneira
sistêmica e holográfica. Por ser um processo auto regulador, significa
que não há interferências alheias. Tudo
o que ocorrer é exatamente na medida certa e no tempo correto, ao que a
estrutura interna estará preparada para sua auto-recuperação e transformação
devida .
Falamos de
“Universo holográfico” e “Princípio da incerteza”, defendido por Wemer
Heisenberg (1958), e as teorias quântico relativistas, na física das
partículas, que poderiam esclarecer diversas experiências da natureza, como
processos de cura, fenômenos parapsicológicos, etc.. Tais processos não
necessitam de caminhos lineares, mas processam
sistêmica e holográficamente as tranformações inexplicáveis. Uma conexão
ocorre em milionésima fração de segundo, que pode ser representada através de
saltos de elétrons, de uma órbita para outra. Desta forma a arte possui a capacidade de interferir e
elevar a conexão das pessoas para o que há de mais equilibrado em sua natureza,
no natural externo, no belo, no simples, na perfeição que por sua vez se
encontra nos códigos de nossa genética (DNA).
A relevância do Teste de Avaliação Poenaja
7 foi destacada, através do levantamento entre o avaliação aplicada
em 278 crianças de uma escola da zona sul do Rio de Janeiro, atingindo
comprovação de 97% das crianças que vêm apresentando algum tipo de problema,
seja comportamental, no aprendizado ou mesmo no relacionamento social ou com
histórico sócio-familiar comprometido. Uma vez comprovada a fidedignidade do resultado do Teste de
seleção, as crianças foram encaminhadas para o acompanhamento do resgate dos
potenciais criativos (desbloqueios com a arte-terapia), objetivando reequilibrar tais processos, num movimento de transformar atitudes antigas,
sentimentos mal canalizados
e somatizações em
saltos quânticos transformadores, algumas delas já estavam
sendo acompanhadas .
Apresentação do
Teste[3]:
O Teste pode
ser aplicado em crianças com o objetivo
de identificar aquelas que estejam vivenciando estresse pós-traumático,
provocado em seus lares, por variadas causas. Ele se resume na distribuição de
um esboço de desenho simples que sugere algo feito por outra criança e que
esteja inacabado devendo ser completado pelas crianças com intenção de
investigação. Nele, estão plotadas algumas formas que sugerem figuras humanas;
animais; vegetais, que servem de guia
para a exploração do consciente/inconsciente daquelas crianças.
O sistema de
avaliação, disponibilizado no manual do referido Teste, foi desenvolvido com
análise qualitativa das crianças pertencentes a variadas classes sociais. Este Teste também não se propõe a avaliar potencial de inteligência, até
porque, pesquisas atuais revelam a impossibilidade de auferição desses dados
por uma única avaliação. Desta forma, é utilizado como experimento
na população infantil
entre a faixa
etária de 5
a 14 anos de idade.
Segundo a
literatura internacional recente dessa área, esse tipo de avaliação deve
ser considerado como “medida de desenvolvimento conceitual” , conforme Solange Muglia Weschsler, PHD.,
autora de “O
desenho da criança
humana”, algo muito
específico.
O objetivo
específico do Teste é avaliar o nível de potencial criativo em que a criança,
naquele momento, está podendo dispor para sua utilização, no seu
desenvolvimento natural. Ou seja, averiguação do grau de liberdade da criança
no lidar com o seu potencial criativo natural. Lembramos que os resultados
oscilam de acordo com e estado interno da criança. Os padrões que persistirão
em uma rigidez maior são aqueles que apresentam maiores bloqueios.
A proposta de,
através da arte de um desenho, poder
avaliar a presença de traumas e, por meio da arteterapia, poder-se
facilitar a reverter da situação de estresse pós-traumático,
quando encontrado, significa proporcionar condições para a criança reconstruir
sua relação com o mundo, transmutando a relação do seu passado com seu atual
presente, deixando de ser o sujeito do contexto da vitimação para ser protagonista de sua felicidade e de seu
sucesso.
O trabalho,
através da arte, propicia uma relação imagética (de imagem) e corporal que são
mais profundas e transformadoras do que a relação verbal. Esta última permite
que a pessoa se esconda ou se defenda. No nosso caso, em se tratando de
criança, como é a proposta desta avaliação, não se trabalha no nível verbal,
mas no nível do brincar. E, desta forma, acessamos seus mundos, de acordo com
as fases de desenvolvimento e percepção
de cada criança.
Segundo Piaget
(1977, p.140) a capacidade da criança às respostas de interação seguem fases de
seu próprio desenvolvimento que são importantes parâmetros a serem respeitados.
Elas também são observadas nas imagens:
1ª fase - Jogo sensório-motor, em
que a criança procura dominar uma habilidade e, então, a repete por simples prazer (0-2 anos);
2ª fase - Jogo simbólico, em que a
“criança faz-de-conta” impera (2-6 anos);
3ª fase - Jogos com regras, em que uma modificação das regras muda a natureza do jogo. Freqüentemente, implicam a participação de grupos de crianças com 6 ou mais anos de idade.
Este é um
parâmetro que auxilia na localização da fase em que a criança se encontra,
permitindo identificar grandes atrasos
ou adiantamentos. Sabemos que o
desenvolvimento infantil envolve o aprendizado da linguagem e de outras
habilidades cognitivas, bem como à práticas de regras sociais. A
atividade artística é um dos caminhos facilitadores, repetimos, de
abrangência incomensurável e sem qualquer contra-indicação, na qual destacar-se-ão , com
facilidade, as representações de conflitos e
bloqueios de forma
mais condensada.
Leibman (2000)
complementa que “a criança ao representar, simbolicamente, uma experiência
difícil na arte, a revive e, talvez, mudando o seu desenlace, ou seja
fechamento, ela se torna mais capaz de
lidar com este mesmo problema na vida
real...”. E Winnicott (1982, p.48)
reforça esse pensamento falando que “O
brincar é universal e saudável; brincar favorece o crescimento e, portanto, a
saúde: brincar leva a relações de grupo; brincar pode ser uma forma de
comunicação em psicoterapia”. Portanto,
levar a arte para a vida da criança e da família, como processo de resgate do
equilíbrio interno e externo, seria pensarmos nestas crianças como sujeito de
seu próprio processo. É o resgate do respeito e da dignidade.
O protocolo de avaliação do Teste Poenaja 7 é pautado através do respeito defendido no personalismo, defendido por Mounier (1949) em que cada criança e seu teste são únicos e capazes de traduzir, de forma diferente e importante, sua vivência, naquele momento. Por isso, tal avaliação necessita ser operada por terapeuta experiente em avaliação imagética e em expressões gráficas, numa leitura arteterapêutica Junguiana.
Nesta avaliação estão compreendidos três
níveis em que o Teste será enquadrado de acordo com a aplicação
final dos mapas de correção. Os níveis são:
° Nível de Potencial Criativo Reativo
(NPCR)
Inclui o
desenho das crianças, cuja a avaliação do nível do potencial criativo
evidenciou que estão atuando estresse
pós-traumáticos ou vivenciando a situação do trauma propriamente dito. Cabendo,
notificação ao Conselho Tutelar e acompanhamento
arteterapeutico.
° Nível de Potencial Criativo
Mobilizado (NPCM) (neste se aconselha
pesquisa)
Apesar de apresentarem bloqueios, o desenho
não define, claramente, traumas crônicos. Desta forma, é possível que elas
estejam correndo o risco de fixarem os
bloqueios emocionais que ora oscilam, gerados por traumas. Neste caso cabe
maior investigação com a arteterapia.
° Nível de Potencial Criativo Benéfico
(NPCB)
O desenvolvimento emocional das crianças,
cujo potencial criativo recebeu esta avaliação, está dentro dos limites de sua
tolerância interna, livre de bloqueios, sendo, portanto, considerado bom. Nas
situações em que as crianças estejam incluídas neste nível, também poderão ser beneficiadas com a arteterapia, uma vez que
a arte atua de forma preventiva.
Através da proposta do teste de “completar o
desenho”, em que se submete a criança ao convite de trazer um pouco da sua
história e da forma em que ela está sentido sua vida, observa-se a possibilidade de entrarmos em contato com seus
conteúdos inconscientes traumáticos ou conteúdos transformadores
benéficos, livres da
necessidade da verbalização.
Mesmo
quando o pequeno desenhista aparenta neutralidade ou não-envolvimento na
execução da tarefa, ele estará desencadeando, no seu interior, uma inevitável
variedade imprevisível de sensações, sentimentos e lembranças, conscientes e/ou
inconscientes que constituem sua
maneira própria de sentir a vida e tudo o que está a sua volta, assim como as
emoções, que ele (a) poderá ou não intensionar expressá-las. E, ainda assim, o
desenho terá a capacidade de trazer tudo à tona com a fidelidade
energética impossibilitada de
deturpações.
Na análise de avaliação são considerados
fatores da grafologia (análise da personalidade através dos traços da escrita)
e do grafismo (análise da maneira de desenhar os traçados) que vão identificar
o estado emocional da criança, segundo Santoy (1995), através de detalhes
importantes, tais como:
°
Pressão do lápis sobre o papel;
°
Proporção do espaço vazio;
°
Inclinação dos traços;
°
Presença de rabiscos;
°
Característica da assinatura;
°
Intensidade do colorido - ou falta dele;
°
Grau de liberdade de criar e caminhar pela própria criação;
°
Focalização em determinadas partes do corpo, nas figuras humanas.
O Teste de Avaliação do Potencial de
Criatividade, Poenaja 7, é capaz de avaliar a criança que está atuando entre os
conteúdos de expansividade e os seus limites de:
°
Universo coerente; ° Medo;
°
Equilíbrio; ° Segurança;
°
Obsessão sexual; ° Estresse;
°
Repressão; ° Libido;
°
Criatividade; ° Afetividade;
°
Independência; ° Auto-estima;
°
Agressividade; ° Alegria;
°
Submissão; ° Esperança;
°
Visão de mundo; ° Capacidade para solicitação
de ajuda.
Na avaliação do Teste são considerados dois itens fundamentais:
1)-O
Conteúdo Adjacente Superficial (CAS); e
2)-O
Conteúdo Interno Profundo (CIP).
1) Avaliação do Conteúdo Adjacente
Superficial (CAS)
Esta avaliação ocorre através de observação e
análise conceitual dos testes realizados com as crianças, submetendo-as à
classificação dos coeficientes pré-determinados neste trabalho. Para
explicarmos tal processo, inicialmente analisaremos três fatores positivos
importantes de movimentos externos que constituem os conteúdos adjacentes
superficiais. São eles:
1) Leitura do conteúdo do todo, a história
2)A leitura do conteúdo das partes
3) A leitura do contexto das formas
2)Avaliação do Conteúdo Interno Profundo
(CIP)
Esta avaliação é fundamentada na análise das
emoções que a criança apresenta e que estariam atuando na mobilização do
contexto emocional, se destacando com relevância ou não nos movimentos internos
vitais da criança. No CIP, são observados os movimentos, assim como as
mensagens, formas e o que irá interferir na relevância da expressão desses
movimentos mais ou menos acentuados.
Também, irão destacar-se,
através de seu comprometimento, no potencial criativo e/ou presença de estresse
pós-traumático, assim como a intensidade e o tempo com que a criança esteve
sujeita a situação de agravo, intensificando
mais ou menos .
Um dado importante a ser considerado no CIP é
a sua localização. A oscilação possível desses conteúdos justifica o
investimento de tempo na análise do teste. Após ter localizado tais conteúdos,
há que se relacionar a opção de
localização com os
outros fatores alternativos.
A análise desses conteúdos estará relacionada
diretamente com as opções que a criança fizer na localização e desenvolvimento
de seu desenho assim como todos os detalhes que existirem.
O
resultado final deverá ser computado adotando-se o seguinte procedimento:
“ O somatório do CAS diminuído do
somatório do CIP resultará em X”[4].
S CAS - S CIP = C
°
Estando X entre 0 a 35, corresponderá a categoria NPCR;
°
Estando X entre 36 a 65, corresponderá a categoria NPCM;
°
Estando X entre 66 a 96, corresponderá a categoria NPCB.
A
Arteterapia no resgate da criança sob trauma (Intervenção)
Liebmann (2000)
destaca entre as vantagens da
arteterapia estão: o desenvolvimento da criatividade e espontaneidade;
construção intrapsíquica e auto-confiança (com a percepção de seu próprio
potencial); o aumento da autonomia e motivação pessoais - atuando no
crescimento individual; na liberdade para tomar decisões; expressar
sentimentos, emoções e conflitos; trabalhar com a imaginação e o inconsciente; insight;
auto-consciência; reflexão; organização visual e verbal de experiências como
favorecer o relaxamento. Também favorece a consciência; reconhecimento e
apreciação do outro; a cooperação e o envolvimento na atividade do grupo; na
comunicação; no compartilhar problemas – experiências; na singularidade do
indivíduo; no relacionar-se com os outros e com os relacionamentos; no
apoio e confiança social; na
coesão do grupo; análise
das questões individuais e
grupais.
A opção de trabalhar
grupalmente com a arteterapia está baseada na força mobilizadora do próprio
movimento do grupo que, uma vez atuando como organismo facilitador ao
aprendizado e ao apoio mútuo, conspira com possibilidades de sugestões
alternativas a soluções de problemas e, principalmente, quando o grupo
vivencia necessidades semelhantes.
No movimento do
resgate de potenciais inatos do ser, que se encontram mobilizados e/ou
reagentes ao estresse pós-traumático, através da arte e do brincar, uma criança
pode se tornar mais capaz de lidar com realidades duras do seu contexto de vida
ou idéias doloridas, sem que seja mobilizado à ponto de transformar-se em
protagonista das dores do social a que pertence.
A continuidade do
trabalho terapêutico, através da arte, propõe à criança a possibilidade de sua
transformação no setting arte-terapêutico, uma vez que passando a lidar com todo seu potencial criativo, num
movimento de resgate é capaz de mobilizar a substituição imediata de:
° Regressão por compreensão
° Ignorância por sabedoria
° Ansiedade por coragem
° Desespero por evolução
° Regressão por evolução
° Fadiga por energia
° Guerra por paz
° Medo por serenidade
° Vazio por plenitude
°Agitação por quietude
° Egoísmo por plenitude
° Ira por amor
Entendendo que a
educação é abrir, permitir e facilitar processos de desenvolvimento e
reconhecimento de caminhos a percorrer, a arteterapia se apresenta no processo
educativo, como reveladora natural dos resgates
das essências arquetípicas básicas do equilíbrio do ser.
Dentro dos
objetivos principais, uma preocupação do teste em pauta é realizar a busca de
crianças que não estejam em equilíbrio satisfatório para o seu desenvolvimento
natural, causado por carência das necessidades básicas como: limites impostos
pelos responsáveis; cuidados físicos e hábitos de higiene; contato físico;
alimentação e afeto. Não podemos esquecer que a criança aprende a amar quando á
amada e é neste momento que se inicia a responsabilidade social, uma vez que
esta criança, vivenciando bloqueio, estará fechada para receber amor. E sofre.
A busca da criança
pelo preenchimento desses afetos, uma vez não sendo claro para ela, pode se
apresentar de diversas formas diferentes, sendo capaz de confundir as pessoas
que as cercam, com sintomas variados, desde tristezas, sem saber o motivo;
irritações em proporções maiores do que o necessário; medos acentuados; timidez
generalizada; até podendo apresentar sintomas físicos de origem emocional
(somatizações) como, por exemplo, dores musculares, dores no estômago, no
peito, na barriga, manchas na pele; alterações da pressão arterial; enxaquecas;
etc.
Segundo Monteiro
Lobato (1936):
“Assim como é de cedo que se torce o
pepino também é trabalhando a criança que se consegue boa safra de adultos”.
Lobato (Carta a Vicente Guimarães,
Campos do Jordão, 12/01/1936).
Também o educador
Paulo Freire (1997) nos diz que as crianças necessitam de relacionamento
respeitoso e otimista, voltado a um treinamento técnico para o desenvolvimento
de habilidades que possam respaldar sua sobrevivência no amanhã. E isto
ocorrerá com maior desenvoltura, eficiência e qualidade, se a criança estiver
dispondo, hoje, de todo o seu potencial criativo natural.
As últimas
pesquisas na neurobiologia, segundo Teicher (2002), demosntraram que as
cicatrizes neurais são responsáveis pelo atrofiamento do hemisfério esquerdo
cerebral (hipotálamo e amígdala) podendo levar a comprometimentos psiquiátricos
irreversíveis, abalando a vida social da pessoa no futuro e comprometendo seu
desenvolvimento psíquico.
É importante que a
criança chegue na idade adulta com suas necessidades afetivas supridas, para
evitar que necessite procurar compensações a fim de suprir o que faltou ao
longo de sua infância, levando para a vida, em todas as suas relações
interpessoais e sociais, tais carências.
Com base nas
pesquisas apresentadas anteriormente, concluímos que, ainda com tenra idade ou
até mais tardar na pré-adolescência, seriam os momentos mais apropriados para
identificação de ineficiências gerais familiares e efetivação dos necessários
encaminhamentos.
Esperamos que o
Teste venha a se tornar uma política pública nacional, uma vez que os Órgãos
competentes dos EUA ligados a segurança infantil, solicitaram que seja feito o
registro do referido Teste e
sua aplicação em
algumas redes escolares
infanto-juvenis .
Esperamos que a
arteterapia, de base Junguiana, continue dando suporte no resgate dos
potenciais criativos que são mobilizadores e restauradores do fluir saudável de
cada pessoa movendo e facilitando
a transformação do
potencial energético da
criança e do
jovem.
ANEXO
TESTE
DE AVALIAÇÃO POENAJA 7

REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
CAPPRA, F. “O
Tao da Física”. São Paulo. Ed. Cultrix., 1983.
FREIRE, P. - Pedagogia da Autonomia - Saberes necessários à prática
educativa. Rio de Janeiro. Paz e terra - coleção leitura, 1997.
HEISENBERG, W. “Physics
and Philosophy”. Edit Harper NY 1958.
MOUNIER, E. - Le Personnalisme. 15ª ed. Paris: Presses Universitaires de France, 1949.
OLIVEIRA, A. B., BUENO, Álvaro Rodrigues, SAFFIOTI, Helejeth, JUNQUEIRA,
Lia, AZEVEDO, Mari Améia, SANTORA,
Mário Jr, NELSON, Vitiello, GUERRA, Viviane
Nogueira de Azevedo Guerra - Crianças Vitimizadas: A Síndrome do
pequeno poder. Ed. Iglu - 1989.
PIAGET, J. - Seis Estudos de Psicologia, Ed. Forense, Rio de
janeiro-RJ, 1964-1977.
SANTOY, C. - Sexualidade e Grafologia. São Paulo. Mandarim, 1997.
TEICHER, M. H. - Feridas que não cicatrizam: a neurobiologia do abuso
infantil. Scientific American -
Revista Mundial de Divulgação Científica - ano 1- nº 1 - Dueto- Brasil - Junho/2002. P. 83/89.
WINNICOTT, D.W. – Playing
Reality, New York, Methuen, 1982.
Corbett
& Corbett Re-Examined
Italiano,M
Professor of GIGS GID School
Copyright © 2002 Gendercare Gender
Clinic. All rights reserved.
Republished in GID Journal by
permission.
It may be unusual for a British Lord to marry a Liverpool commoner.
Given that the Liverpool commoner was a post-operative transsexual, it would be
even more unusual for the British Lord not to believe that he’d have an “easy
out” from the marriage whenever and however he wanted, should he become
displeased with it.
Wouldn’t a court anull his marriage? The English High Court Of Justice was put
to this test.
On February 2, 1970, in so granting a decree of nullity to Arthur Corbett for
his primary claim that his wife, post-operative transsexual April Ashley was a
male at the time of the marriage, and for his secondary claim that she could
not consummate the marriage, the court failed this test miserably. It also
failed the transsexuals of England. However, a careful re-examination of the
decision, known as Corbett vs. Corbett (otherwise Ashley), with a
recapitulation of the details found in the judgement, delivered by Sir Justice
Ormrod, leave no other conclusion: motives of bigotry, not those of scientific
merit, or of sound logic were responsible for the outcome. Several distortions
by the judge will be presented as re-examinations.
RE-EXAMINATION #1: The judge restricts deliberations to 3 criteria, the chromosomal, gonadal, and genital sex as they were present AT birth IF congruent.
-The law should adopt in the first place the first three of the doctors’ criteria, ie. the chromosomal, gonadal, and genital tests, and if all three are congruent sex for the purposes of marriage should be determined accordingly, and one should ignore any operative intervention.- (1)
The word
“ignore”, basically places the person in their pre-operative state. in other
words, PAST TENSE STATES ARE RELEVANT, but PRESENT TENSE STATES ARE IRRELEVANT.
The mixing of these tenses by the judge can be seen in the following passage of
his judgement:
-The respondent has been shown to...to HAVE HAD testicles prior to the operation and therefore TO BE OF male gonadal sex; to HAVE HAD male external genitalia...therefore TO BE OF male genital sex.- (1) (Capitals added)
The
relating of past tense states to evaluate
the present state, lacks sensibility. This is noted as such, by another judge,
in a seperate case dealing with sexual offence, which Justice Ormrod claimed
should be treated as marriage. The judge, Justice Mathews, writes:
-How can the law sensibly ignore the state of those genitalia...simply because they were artificially created or were not the same as at birth?-(2)
O’Donovan(3), supports the decision on a
moral basis, claiming that a healthy biology in regard to the three criteria of
sex listed above is nature, can’t be set aside by remodelling of the genitalia,
which is art, and claims that this argument must be maintained as “though the
procedure were perfected”, and not “claiming that the technique is still
incomplete.”(3)
Following his
argument, we would have to believe that if hydrogen and oxygen atoms, which
form water, if converted, by nuclear acceleration from sulfur and helium,
should still be regarded as sulfur and helium, since that’s how they started
out, and nature had intended them to be. Of course, if enough were collected, they
would indeed form water. It’s a case of an imposition of one’s moralistic
viewpoint, not of facts, although facts are used for the distortion. Perhaps
they have to be used, and moreso, twisted, lest the distorted viewpoint becomes
more obvious. In other words, Ormrod confuses the past with the present. But,
even so, O’Donovan claims even worse. Even if we could get a PERFECT change, we
ought to still dismiss it, because of an imposed philosophy. That philosophy is
this: It started out that way, therefore it was intended to be that way.
Therefore, “case closed”. No more discussion or facts please!
RE-EXAMINATION #2: Justice Ormrod could allow for an intersexed person’s sex to be influenced by surgery, but not a transsexual’s, although the end result could be the same.
-Of course the real problem shall arise if all three criteria are not congruent. This does not arise in the present case and i must not anticipate, but it would seem to follow from what I have said that the greater weight would probably be given to the GENITAL TEST than to the other two.- (1)
This is a tacit attack on transsexuals who have had
feminizing surgery. The judge is allowing the law to make exceptions for
intersexed individuals in this passage. By claiming that the genital sex would
probably be given greater weight than the other two criteria in those born with
an incongruity amongst the three, he coincidentally(???)avoids problems which
would ensue, should the chromosomal sex be used as the ultimate criteria (a
problem the International Olympic Committe is having(4), and a problem that
another court had(5), which didn’t correctly interpret the Corbett decision).
Thus, a
deliberate(???)loophole is created in the law for intersexuals. Nontheless, the
judge hangs his own reasoning that “the respondent has been shown to have had
male genitalia... therefore to be of male genital sex”(1), since the genitalia
of a post-operative male to female transsexual, can be no different than, for
example an intersexed individual born with partial androgen insensitivity
syndrome and only mildly virilized genitalia after both have had feminizing
genital surgery. In both cases, the genitalia would be female, although
imperfectly. Thus, the judge’s contention that the genitalia IS of male genital
sex, after surgery, is inaccurate.
RE-EXAMINATION #3: The judge claims that a vagina created by surgery is not adequate for consummation IF created in a transsexual.
-I do not think that sexual intercourse using the completely artificial cavity...can possibly be described as “ordinary and complete intercourse or as vera copula-of the natural sort of coitus.” In my judgement it is the reverse of ordinary, and in no sense natural. When such a cavity has been constructed in a male, the difference between using it and anal or intra-crural intercourse is, in my judgement to be measured in centimetres.-
Vaginal
intercourse in non-transsexual women and in transsexuals with and without an
artificially constructed vagina is also a difference to be measured in
centimetres from anal or intra-crural intercourse. Furthermore, an angular
difference in the vagina, based upon male/female sex differences in the pelvis
is irrelevant, since there is more than 10% of overlap between males and
females, even when the entire pelvis is considered.(6)
RE-EXAMINATION #4: The judge doesn’t consider hormonal sex to be biological.
-having view to the essentially heterosexual character of the relationship called marriage, the criteria must, in my judgement, be biological, for even the most severe hormonal imbalance which can exist in a person with male chromosomes, male gonads, and male genitalia, cannot reproduce a person who is naturally capable of performing the essential role of a woman in marriage.-
Not only is the
essential role of a woman in marriage not defined anywhere in the judgement,
but the wife was given a hormonal test during the trial, but results were not
permitted to be used in court, because it was not carried out under
supervision. Thus, we can assume that this “non-biological” and irrelevent test
was ordered before the judge decided it to be such, or was wastedly ordered after
his mind was already made up (just to appease the council for the repondent???)
This is certainly interesting, in that, just shortly into the trial, the judge
asked the parties if they really needed to continue to waste taxpayers’ money!
RE-EXAMINATION #5: The husband’s medical witness, Sir John Dewhurst is in the judge’s camp: word games and other twists.
In an article in The Lancet(7), Dewhurst
refers to Justice Ormrod’s excellent decision. In this report, he echoes
Ormrod’s statement about vaginal intercourse being different from anal or
intra-crural intercourse by centimetres if created in a transsexual. The
absurdity of this is noted by Mills(8), Smith(9), and Denny(10).
Perhaps,
Dewhurst was returning the favor, as the judge referred to a statement by
Dewhurst, and used it in his judgement as follows:
-The body in its postoperative state looke more like a female’s than a male’s as a result of very skillful surgery. To put it in the words of Professor Dewhurst, “the pastiche of feminity was convincing.” This I feel is an accurate descrition of the respondent.-
It is obvious what Ormrod and Dewhurst are
doing here. In acknowledging the body to appear more female than male (as a
result of surgery), they are tacitly acknowledging that the wife’s anatomical
sex HAS changed. THUS, they must come up with a pejorative word to cover for
themselves (and their agenda???) the word pastiche is used. How can we be sure
that this word is used to signify
bigotry in this
case? This can be clearly demonstrated by examining another paper wrtitten by
Dewhurst(11), where an intersexed person, born with a fully masculinized penis
and scrotum, had feminizing genital surgery. In this report(11), Dewhurst
states “The vulva showed little abnormality.” So, feminization of a penis and
scrotum in an intersexed person results in a vulva showing little abnormality,
whereas, feminization of a penis and scrotum in a transsexual results in a pastiche.
The usage of very different terminology, one positive, and the other
pejorative, is clearly hypocritical, and indicative of one’s own prejudices and
biases. The only other explanation, of course, can be that of total ignorance,
since later on in this same article, Dewhurst calls what he had just referred
to as a fully “masculinized penis”, with penile urethra, and states, “the
clitoris was removed”!!!(11)
CONCLUSION
On careful re-examintaion of the Corbett
vs. Corbett (otherwise Ashley) decision we are faced with five striking
distortions found in the decision. Although, very commonly the decision is
claimed to be based exclusively upon the chromosomal make-up of the two
partners, this is absolutely FALSE. The marriage was anulled based upon three
criteria (chromosoma sex, gonadal, AND genital sex) AS they were present AT
birth, IF all three were congruent at birth.
Re-examination #1, demonstrates that the
judge used only facts from the past. In refusing to consider those facts in the
present state, he was not able to reach a conclusion which pertained to the
present state. Re-examination #2, clearly shows how a loophole in the law can
be created for certain individuals (intersexuals) and illustrates that the END
RESULT, IF IN TRANSSEXUALS, does NOT JUSTIFY THE MEANS, despite the fact that
the end result can be the same (eg., the same genital sex in intersexual and
transsexual persons after treatment. Re-examintaion #3, demonstrates that one
is totally unable to clearly define what consummation is. Re-examination #4,
presents a “pick and choose” category, where criteria, such as hormonal sex,
which clearly makes up a classification of one’s sex, and is clearly
biological, can be dismissed as not such, and be arbitrarily disregarded, by
more than one clever means, if one simply desires to do so. Re-examintaion #5,
shows that things exist ONLY in regard to the particular word or label which
one CHOOSES to use to describe them at ANY GIVEN moment.
It is clear, that under careful
re-examination, the Corbett decision has indeed failed miserably.
REFERENCES
1)
Corbett vs. Corbett
(otherwise Ashley)(1970) 2 W.L.R. 1306, 2 All E.R. 33(P.D.A.)
2)
Unreported decision,
Supreme Court of New South Wales, Court of Criminal Appeal, 31 October 1988,
No. 436 of 1986.
3)
Transsexualism and
Christian Marriage, by Oliver O’Donovan, 198, Grove Booklet on Ethics No. 48,
Grove Books, Bramcote Notts.
4)
Ferris, E.A. (1992) Gender
verification testing in sports. British Medical Bull. Jul; 48 (3), 683-691.
5)
In the marriage of C and D (falsely
called C) (1979) 35 FLR 340.
6)
Schwartz, J.H. (1993) What
The Bones Tell Us. H. Holt, New York.
7)
Dewhurst, C.J. (1970) Sex
and Gender, The Lancet, March 7, 517.
8)
Mills, I.H. (1970) Sex and
Gender, The Lancet, March 21, 615.
9)
Smith, D.K. (1971) Transsexualism,
Sex Reassignment Surgery, and trhe Law. 56, Cornell Law Review, 963-1009.
10)Denny,
D. (1994) Gender Dysphoria: A Guide To Research. Garland Publishing, New York.
11) Dewhurst, J. and Gordon, R.R. (1984) Fertility following change of
sex: A Follow-up. The Lancet, December 22/29, 1461-1462.
[1] Em que o mundo é visto em preto e branco,
oito e oitenta, ainda podendo apresentar episódios de
Psicoses e Paranóias.
[2] Sendo as pessoas mais novas do grupo.
[3] Vide modelo do Teste no Anexo 1 – página 16
[4] O somatório deverá ser aferido por contagem de pontos constantes no detalhamento do manual do Teste.