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Testes MFX e FMX

O que são? Porque pela Web?

Antes de mais nada é bom esclarecer que nossos testes e avaliações não explicam o porque de uma situação de desenvolvimento inesperado de gênero. Não explicamos os porques, apenas avaliamos e medimos o como as identidades se desenvolvem.

Através da Web - internet ou rede internacional de computadores, o cliente se sente sozinho e o terapeuta não pode sugerir respostas e não pode perturbar o ensaio. A nossa presença poderia perturbar o cliente e nossa ausência é uma boa condição para realizar o teste!

A qualquer momento, com relação a qualquer questão, o paciente pode pedir - nos, antes ou após o fim do ensaio algum esclarecimento. O paciente, em algumas condições especiais pode repetir o ensaio. Isso pode acontecer devido a situações perturbadoras e até mesmo quando o paciente se sente inseguro principalmente sobre as escalas de idades dos nossos testes. Essas escalas são importantes, pois nossos testes pretendem estabelecer a dinâmica do desenvolvimento da idntidade de gênero sendo então importante não apenas os valores da identidade inesperada, mas sua progressão no tempo.

Nossas perguntas estimulam o paciente a lembrar factos e desejos de infância desde seu início de vida, e depois sobre essas respostas calculamos índices e gradientes variáveis no tempo. Por vezes os pacientes podem ter dificuldades com respeito a sua própria vida, com o desenvolvimento das idades prescrito no teste. Portanto, algumas dificuldades podem existir, não propriamente para responder às perguntas, quando o paciente precisa lembrar de situações, mas ao considerar o tempo em idades passadas.

Com as respostas, calculamos valores e construimos uma série temporal em que a variável observável que definimos como Identidade Inesperada de Gênero é plotada contra o tempo, construindo uma trajetória. Essa trajetória é discreta, descontínua, mas por regressão a tornamos contínua para facilitar a plotagem e visualização dos resultados.

Para o tratamento dessas respostas, o levantamento das séries temporais nas diferentes escalas, o cálculo de gradientes e posições para o cálculo dos diagramas de fase, e a elaboração dos mapas de retorno, desenvolvemos software próprio, e usamos softwares matemáticos de uso corrente em computadores.

É importante salientar que nossas análises se dão num espaço discreto de estados, onde se aplica o teorema de Takens. Calculamos devidamente os "time delays" e as dimensões de "embedding" para que o teorema de Takens seja válido.

Dessa forma, poderemos estudar a dinâmica característica do desenvolvimento dos diferentes estados no espaço de gênero, definindo padrões, verificando assinaturas, estabelecendo comparações.

Que assinaturas, que padrões são esses?


Os SOC 6th da WPATH prevêm as seguintes categorias:

  • Transsexuais/Syndrome de Harry Benjamin - HBS/TS - como uma categoria (F.64.0 e F.64.2 no CID 10 da OMS);

  • Crossdressers/Transformistas - CD - como outra categoria (F.64.1 no CID 10 da OMS);

  • GIDNOS - onde são incluidos TG e IG - como uma categoria "tampão" (F.64.8 no CID 10 da OMS).

Verificamos que podemos discriminar melhor as categorias, e incluimos em nossas assinaturas típicas, com padrões bem definidos:

  • Transsexuais/Syndrome de Harry Benjamin - HBS/TS - como uma categoria (F.64.0 e F.64.2 no CID 10 da OMS);

  • Crossdressers/Transformistas - CD - como outra categoria (F.64.1 no CID 10 da OMS);

  • Transgeneros/Travestis - TG - como uma categoria (F.64.8 no CID 10 da OMS).

Classificamos os casos GID/GIDNOS - onde podemos incluir alguns casos IG - como sem assinatura definida, como casos realmente possivelmente desordenados necessitando de uma avaliação especial. Esses casos são raros, mas são muito especiais.

Avaliando o desenvolvimento de cada paciente, podemos comparar seus resultados com os padrões de assinaturas estabelecidos para as categorias estabelecidas, dessa forma podendo-se objectivamente "medir" cada paciente com relação a cada grupo.

Não consideramos etiologias e causas, mas apenas as características dinâmicas, e considerando essas características poderemos considerar as relações típicas dos efeitos, independentemente das causas.

Alguém pode simular o teste? Seguramente que sim, mesmo a Nasa pode ser enganada e invadida, e Fort Knox também. Mas, com certesa é bem mais simples iludir-se numa entrevista face a face um terapeuta com maneirismos e simulações do que simular os estados de fase numa estrutura espacial.

Certamente também é importante que o paciente pague o ensaio - é importante porque ninguém vai pagar um teste para depois ser algo que desejará fazer com que não tenha valor. Ninguém, em sã consciência, quer jogar dinheiro fora.

O que realmente avaliam os testes MFX e FMX ?

As características dinâmicas do desenvolvimento inesperado da identidade de gênero.

O desenvolvimento da identidade de gênero é um típico processo dinâmico não - linear e caótico em sua essência. Como quase todos os processos que têm um embasamento genético. A partir do ovo humano inicia-se sempre uma enorme diversidade como um desenvolvimento caótico e determinista. Cada ser humano é um ser humano como o resultado dessa potencial - real e experimental - realidade.

A partir do ovo humano, desde o início podem haver pequenas diferenças genéticas que certamente irão desenvolver sistemas de diversidade - determinística e não estocástica - uma diversidade determinada pelo início da estrutura.

Por exemplo, XX ou XY. Ou XXY, ou YYX, ou quimeras, ou mosaicismos, ou um lote incalculável de possíveis situações de diversidade!

Mas vamos supor que consideremos apenas os ovos potencialmente masculinos ... XY, XXY, XYY ... etc ... mesmo com essas grandes restrições, temos também uma grande diversidade!

O que significa a diversidade? Imprevisibilidade! Quando um sistema tem uma elevada probabilidade de ser atraído para alguns estados e baixa probabilidade de ser atraido a estabilizar em outros estados, e mesmo raríssima probabilodade de ser atraído a estados extremos, , estamos considerando um sistema em si imprevisível PARA CADA INDIVÍDUO.

Diversidade certamente significa a ausência de previsibilidade para cada indivíduo, MESMO QUE SE POSSA CALCULAR PROBABILIDADES para grupos de indivíduos dentro dos estados possíveis!

Suponhamos agora que temos apenas ovos muito estáveis, todos XY! Teremos muito maior restrição desde o início! Devido à AIS - síndromes de insensibilidade aos androgénios, talvez tenhamos, a partir de ovos XY, como resultao mulheres CAIS ... e outras possibilidades ainda mais exóticas, ainda que muito raras!

E continua a diversidade!

Mas vamos supor todos os ovos são XY sem problemas AIS! Todas eles seguem um típico desenvolvimento sexual nenhum caso de intersexo perceptível ... mas em jardins de infância também entre eles alguns - raros - irão mostrar sinais estranhos e dirão que se sentem meninas e que gostariam de ser meninas e não meninos!

Que desenvolvimento estranho e inesperado!

São essas crianças estúpidas?

Algumas são brilhantes!

Na realidade não sabemos quase nada sobre o desenvolvimento da identidade de gênero inesperada! As causas não são simples e lineares, mas um complexo de causas gera um complexo de efeitos!

Esse é um verdadeiro sistema complexo! Mas como ele é muito sensível às condições iniciais, por definição esse sistema certamente é determinístico e não - linear, ou em outras palavras, aquilo que se define hoje como um "sistema caótico e determinístico" .

Nossa conclusão? Se conseguirmos definir um espaço de estados de gênero, entre dois "puros" limites que chamamos M e F, todas as identidades de gênero inesperadas serão necessariamente estados que atraem o sistema no interior desse espaço de estados possíveis.

O desenvolvimento é imprevisível para cada indivíduo - como os elétrons na dupla fenda da experiência em Mecânica Quântica - mas sempre haverão atratores que definirão um padrão - ou uma "assinatura que pode ser reconhecido e medido"!

Desenvolvemos nossos testes MFX e FMX para a investigação de padrões de desenvolvimento levando em consideração as categorias de estados já mencionada.

Para avaliar alguém teremos que iniciar a avaliação considerando um semi-espaço, a partir de um ponto de referência, M ou F.

Usamos M como o ponto de referência para as pessoas inicialmente designadas como masculinas, a partir do polo do M puro, para avaliação de desenvolvimento de feminilidade inesperada; e vice - versa para a outra metade do espaço de estados de gênero.

Veja a seguir um exemplo de um mapeamento de retorno (return map), obtido para um paciente.

Exemplo de teste Gendercare MFX, curva para espaço de estados de feminilidade inesperada
Homens "normais" assinatura em Amarelo
Família TS / HBS assinatura em Cinza
O Paciente X em Vermelho
O paciente mostra um padrão TS / HBS típico no teste MFX, para o mapeamento de retorno!
(return map) o que mostra que o desenvolvimento da feminilidade inesperada se deu desde o início através de uma bifurcação muito precoce. As famílias de assinaturas (Amarela e Cinza) são muito diferentes e pode ser perfeitamente reconhecidas e diferenciadas.

A inserção do paciente X como HBS/TS é evidente, por essa assinatura.

Consideramos em nossas avaliações dos testes MFX e FMX 4 principais escalas:

  • 1.Escala de género inesperado;

  • 2.Escala de variância de gênero;

  • 3.Escala de orientação sexual;

  • 4.Escala de ação sexual.

A única escala que estudamos sempre em profundidade é a primeira escala.

As outras escalas são acessórias e esclarecem dúvidas, confirmam detalhes.

 

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