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Embasamento Científico e Pontos de Princípio I
Considerações sobre nosso embasamento científico e pontos de princípio:
- 1. A identidade de gênero, sendo uma auto - percepção, é um desenvolvimento dinâmico que tem como parte central,
o cérebro;
LI> - 2. Dentro do cérebro, a parte fundamental é a do cérebro "reptiliano", incluindo o hipotálamo, stria terminalis,
amygdalas e sistema límbico, entre outros possíveis núcleos basais;
Li> - 3. Genes, hormonios, o tempo no interior do útero são fatores fundamentalmente importantes que afetam a formação da identidade de gênero;
Li> - 4. Mesmo sendo muito importante, o cérebro não é o único fator importante no desenvolvimento da identidade de gênero;
Li> - 5. O desenvolvimento da identidade de gênero é um processo complexo, que está relacionado a muitas causas gerando
muitos efeitos. Esse processo tem controles e variaveis conhecidos e outros desconhecidos;
Li> - 6. Com ou sem um desenvolvimento sexual normal tipico, podem haver desenvolvimentos inesperados quanto à identidade
de gênero,
como eventos extremos com baixa probabilidade;
Li> - 7. Devido à evolução inesperada de eventos extremos com baixa probabilidade, podemos dizer
que o desenvolvimento da identidade de gênero é tipicamete caótico e deterministico (com base genética e orgânica);
Li> - 8. Devido a esse padrão caótico, para cada indivíduo, mesmo com o desenvolvimento sexual "normal" tipico, não
podemos ter certeza, "a priori", como será esse desenvolvimento. Assim, poderemos definir para cada indivíduo
uma imprevisibilidade intrínseca - mesmo que a coletividade apresente um padrão;
Li> - 9. Mesmo imprevisível para cada um, podemos reconhecer padrões típicos ou assinaturas para diferentes estados -
como os estados de variância ou "disforia" de gênero definidos pelos SOC 6th da WPATH;
Li> - 10. Para estudar estes padrões típicos que podem definir diferentes estados possíveis, chamamos o espaço virtual onde se formam
as identidades de gênero, o espaço de gênero, sendo que o que o limita são o estado de pura masculinidade e o de pura
feminilidade (M) e (F). Qualquer desenvolvimento inesperado podem ser representado como um estado virtual no interior
do espaço de gênero;
Li> - 11. Podemos definir na realidade dois espaços simétricos - MtF e FtM, considerando o sexo de atribuição inicial (M e
F, respectivamente);
Li> - 12. Temos de considerar previamente qualquer desenvolvimento sexual atípico (intersexo);
Li> - 13. Podemos desenvolver instrumentos - questionarios (como o MFX e FMX desenvolvidos pela Gendercare) e até jogos
para crianças (como o nosso Caminhos & Sonhos ainda embrionário como jogo - teste pela Web), estimulando cada indivíduo/paciente
a lembrar factos e sentimentos
que podem mostrar a evolução da identidade de gênero no tempo e as características dinâmicas do desenvolvimento;
Li> - 14. Através destes instrumentos poderemos desenvolver uma série - temporal considerando o desenvolvimento inesperado
da identidade de gênero e de outras escalas para cada individuo/paciente avaliado individualmente;
Li> - 15. Podemos calcular o mapa de retorno (return map), o diagrama de espaço de fase (posição versus momento ou gradiente),
graficos de recorrência e outras medições para cada família
(considerando os SOC 6th da WPATH, por exemplo), para encontrar-se padrões típicos e assinaturas;
Li> - 16. Podemos comparar pacientes com esses padrões e assinaturas tendo como objectivo o diagnóstico diferencial.
Li> - 17. Esse diagnóstico é objetivo não se limitando a qualquer hipótese de etiologia;
Li> - 18. Esse diagnóstico não é dependente da orientação sexual de qualquer paciente, assim como os padrões de assinatura não são
quer da orientação sexual quer das tendências de ação sexual;
Li> - 19. Estudamos o espaço de gênero como um sistema discreto, onde poderemos considerar uma variável mensurável - no caso a
identidade de gênero -
observável considerando
o Teorema de Takens;
Li> - 20. Temos evidências suficientes para hoje afirmar que este provavelmente é um sistema de auto - similares (self-similar ou fractal) , mostrando uma diversidade de possibilidades de estados bem caracterizados e não necessariamente estados "desordenados" ou "anormais". Li>
Embasamento Científico e Pontos de Princípio II
Siga, por favor, algumas considerações.
Historicamente, devido à importância da reprodução para a preservação da espécie, sexo e gênero foram
sempre directamente relacionados a uma bipolaridade "reprodutiva" Masculino - Feminino.
Com a recente possibilidade de aumentar o controle da reprodução,
maior atenção é dada ao prazer e outros valores do sexo e do gênero.
A zona cinzenta, entre o polo estritamente masculino e o feminino é cada vez mais visível - e importante.
Intersexo, crossdressing, papeis de gênero, cada dia são realidades mais perceptíveis e discutidas.
Antigos pontos de vista ideológicos e religiosos estão também a evoluir e serem repensados.
Mas, não estar perfeitamente inserido em uma das duas caixas, M e F, ainda é um problema. Para alguns,
um problema íntimo, para outras a falta de harmonia é o
problema, e esses problemas para todos podem suscitar desajustes psicológicos, nas famílias e
problemas sociais.
Temos a certeza, a maioria destes problemas de gênero não têm sua origem em problemas mentais
na sua etiologia - mas podem desencadear uma
conseqüente situação de morbidade mental - quando muito intenso e quando a pessoa é especialmente frágil.
Problemas de gênero geram dificuldades para se ter bons empregos. Esse é um grande problema, principalmente
para transexuais e transgeneros (travestis). O ostracismo
é terrível e absolutamente injusto contra eles. A sociedade, quando quer, sabe isolar e destruir.
Falta de boa ajuda profissional é um problema para quase todos.
Temos a certeza de que cada pessoa com problemas de gênero é a melhor avaliadora de si mesma.
Mas ligados à saúde nessas condições podem existir, e
cada pessoa tem de ser avaliada como um todo - na forma mais objectiva possível. Uma avaliação completa sempre
exigirá, para ser objetiva, a participação de um profissional habilitado e qualificado.
Dessa forma pretendemos ajudar - de forma sempre centrada no cliente - estimulando no cliente a
auto - percepção de g^nero e seu desenvolvimento com o tempo.
Podemos ajudar o cliente a entender
a própria situação e a nos mostrar os sinais através dos quais se pode avaliar com precisão a sua realidade e
a partir de então erigir
em conjunto uma estratégia de cooperação para desenvolver partir de então.
Desde 2001 estamos a desenvolver um método objectivo de ajudar as pessoas que necessitam deste tipo
de ajuda
através de um serviço abrangente baseado na rede internacional de computadores. Cada pessoa
não precisa se deslocar milhas
e milhas para encontrar boa ajuda profissional, não tendo a necessidade de gastar dinheiro, tempo e
esforço com viagens.
Não havendo mais a necessidade de se expor para um terapeuta após outro à procura de ajuda, por
vezes sofrendo
situações difíceis geradas pela própria inexperiência dos terapeutas. A partir de um computador e uma
conexão em casa ou perto de casa - pode-se obter ajuda imediata - mesmo desde o deserto do Sahara
ou da floresta da Amazônia.
Boas intenções não bastam, precisamos de conhecimento para desenvolver métodos viáveis para fazer isso.
Qual foi a nossa principal base científica para desenvolver esse método? Vamos agora tentar seguir
para um nível mais profundo.
1 ª: Começamos considerando a formação da identidade de gênero - como uma auto - percepção - como
algo dinâmico - algo
que se desenvolve e "a priori" é
imprevisível , mesmo quando os
genitais são bem formados (sem intersexo). A mera existência de transexuais (TS / HBS) é a prova dessa
intrínseca imprevisibilidade. Consideramos
também que a
identidade pode se desenvolver de forma inesperada em
diferentes graus:
Crossdressers (transformistas) em um grau leve,
Transgeneros (travestis) em um grau mais elevado, e transexuais (sindrome de Harry Benjamim) em grau. absoluto.
2 ª. Se existe uma gradação perceptível, podemos medi - la. Existem escalas gratuitas e populares
para medição destes graus,
como a escala Cogiati e também as nossas escalas gratuitas Gendercare MF9 e FM1, entre outras que existem
mesmo aproximadamente tente
para medir estes graus. Essas escalas
são boas para medir graus para o estudo de um espaço de variações e seu espectro, mas não
necessariamente para diagnosticar ou avaliar pessoas definitivamente e para sugerir qualquer
transição corporal!
3 ª. Em ciência, para todo fenómeno, se pode estudar os estados que o fenomeno pode viver no espaço
onde ele
como um sistema dinâmico se desenvolve. Para isso
consideramos os instrumentos matemáticos adequados. Um deles é a análise de "espectros" de frequência (incidência) versus
potência (intensidade). A avaliação dos furacões (suas classes são determinadas pela análise de espectros),
terremotos (a escala Richter é uma escala de espectros de potência), são exemplos comuns dessa prática.
A análise de espectros de potência
é especialmente importante e eficiente quando o sistema é rico em "eventos extremos" - eventos
muito catastróficos e
raros que podem ocasionar grandes consequências (em matemática e estatística
estes sistemas têm "distribuições de pesada cauda de probabilidade" - e sua matemática fica distante
das aplicações das estatísticas simples para sistemas de distribuições "normais" ou Gaussianas).
A identidade de gênero pode desenvolver EVENTOS EXTREMOS como TS / HBS
e TG por exemplo, que podem ter uma intensidade forte e catastrófica.
A incidência de transgêneros e transexuais (HBS)
é rara, mas como terremotos e furacões esses eventos extremos podem ser catastróficos para as pessoas, famílias e comunidades!
4 ª. Dessa forma, estamos a enriquecer o nosso conhecimento sobre a formação da identidade de gênero
e seus possíveis
estados, alguns bastante comuns e outros como eventos extremos e raros. Há vários estados possíveis,
numa gradação que é mensurável - como todas as gradações o são.
5 ª. Nós medimos mais de 1000 avaliações de intensidade com os nossas escalas MF9 e FM1
de intensidade e consideramos os dados de incidência publicados por Lynn Conway,
e o nosso resultado mostra um espectro quase - linear numa escala log-log
o que significa fractalidade, naturalidade, diversidade, e principalmente auto - similaridade.
Por uma
analogia,
como poderemos medir graus de terremotos e escalas furacão, também pdemos medir as variâncias
de gênero..
6 ª. Mas como poderíamos avaliar alguém para uma decisão certa, uma certeza que tenha valor de "diagnóstico"?
Necessitamos de melhores
instrumentos, medições mais completas e precisas para definir o futuro de uma pessoa.
Desenvolvemos estes instrumentos considerando a teoria dos sistemas complexos, que publicamos e
mostramos em Chicago por ocasião do
20° Simpósio Bianual da WPATH, havido em setembro próximo passado. Você pode fazer o download dos
arquivos PDF com cópias das minhas apresentações em
Chicago Aqui em Português (4 artigos originais).
Nomeamos essas instrumentos como
MFX (para o sexo de designação original masculino) e FMX (para o sexo de designação original feminino).
Estes testes são
um passo obrigatório
de toda as avaliações Gendercare, e são a parte central do nosso método.
7 ª. Vou tentar retomar aqui a ideia de que forma é possível medir, e em que sentido é possível
medir as variâncias de gênero. A analogia NÃO É SIMPLES. Em física, no início do século XX, De Broglie,
Einstein, Bohr e outros cientistas do
mais alto nível, descobriram que energia e matéria estão interligadas. Um foton de luz é partícula
e é onda e o mesmo
para toda energia e matéria. Havia uma importante experiência, chamada da difração da dupla fenda:
Através de 2 fendas, um electrão
vai e imprime uma chapa fotográfica. Um ponto. Em seguida, mais 20 elétrons, 20 pontos ... Depois
100, 500,
4000. Cada
elétron (cada "indivíduo") imprime de forma impresisível (em ocal imprevisível na placa, um a um)
a placa, um após o
outro, como
um sistema que hoje, mas não então,
chamamaos de caótico e determinístico. Cada electrão foi "a priori" imprevisível. Agora veja as fotos
que se seguem, a partir dessa experiência
com elétrons (ou fotons - através de uma generalização com os "indivíduos"):




O que você vê? Cada indivíduo se desenvolve de forma absolutamente imprevisível, mas em seu espaço de desenvolvimento a COLETIVIDADE mostra um padrão, uma ASSINATURA!
Uma assinatura, um padrão, que pode ser reconhecido e medido! No caso, um padrão de onda, de interferência de ondas eletromagnéticas. É precisamente dessa mesma maneira, com base em padrões determinados para famílias de grupos determinados - por exemplo pelas SOC6th da WPATH, - que podemos comparar e avaliar, comparar com padrões de assinaturas, medir pessoas com relação ao desenvolvimento da identidade de gênero e consequentemente suas variâncias de gênero.
Através dos instrumentos desenvolvidos por nós, que chamamos de MFX e FMX avaliamos assinaturas, que podem ser comparadas e reconhecidas - objetivamente medidas.
Porque não através de computadores em rede (internet), se os computadores são os melhores lugares para se criar esses instrumentos e usá-los?
Dra.Torres, Ph.D.
Como podemos ajudá-lo(a) através da ciência e da tecnologia
Para poder ajudá - lo(a), desenvolvemos conhecimento. Temos estudado muito (desde 1995 a 1998, escrevi um livro - em Português editado no Brasil durante 1998 ("Meu Sexo Real", Editora Vozes, 1998 - sob o pseudonimo de Martha Freitas) e desenvolvi meu mestrado (MSc.) em Sexologia na UGF - Universidade Gama Filho, Brasil. A partir daí desenvolvi os instrumentos, a que me referi, os quais analisei de 2001 a 2003. Agora temos não só a boa intenção, mas também instrumentos e um método para ajudá - lo(a).
Tudo o que fazemos é através da Internet. Através da Internet, as pessoas da África, da floresta amazônica ou do
deserto do Sahara, podem ter um
PC ou um laptop e permanecerem conectados. Não há necessidade de grandes viagens, busca por terapia e mais terapia.
Nosso método é OBJECTIVO. É rápido.
Em breve (em menos de 2 meses) somos capazes de dizer - lhe quem você é (pessoas com idade de 16 ou mais), o que
você precisa. Quais são os seus limites, quais serão as dificuldades. Que
será viável e que metas se pode esperar atingir.
Nosso método é rápido e objetivo. No início deve nos enviar sua história de vida, temos de saber queem você é, para ajudá - lo(a).
Através de e - mails, todos os que forem necessários,
vamos trocar perguntas e comentários. Escrever a própria história é muito melhor do que para falar superficialmente cara
- a - cara com um terapeuta ou por meio de um
telefonema, por exemplo. Em seguida, devemos executar o nosso teste de deenvovimento inesperado de genero - MFX para
pessoas assentadas originalmente como masculinas e
FMX para femininas. Se necessário, para uma avaliação completa, então devemos executar um rastreio mental através do MMPI
-
para termos certeza do que você pode mostrar quanto a sua saúde mental.
Quando necessário, a partir de então, é que se pode começar transições, e assim por diante.
Temos a certeza de que podemos ajudá - lo(a). Você só precisa abrir o seu coração e sua mente, e ter acesso a um PC
conectado.