Sindrome de Harry Benjamin (HBS)
Transexualidade(TS)/Neurodiscord�ncia de G�nero

HBS / TS � um mist�rio.

Por que algu�m que tenha genitais normais com um desenvolvimento sexual t�pico se sentiria e auto - identificaria como pertencendo ao sexo oposto?

Psiquiatras e psic�logos imediatamente concluiram (e depois que eles concluem alguma coisa fica muito dif�cil voltarem atr�s): eles t�m um problema mental! Eles n�o t�m uma correcta percep��o da REALIDADE!

A partir da�, para ter alguma ajuda, estas pessoas foram consideradas como tendo um transtorno mental - a falta de uma correcta percep��o da realidade.

Que realidade?

Da certeza quase divina de que a conforma��o dos tecidos genitais era uma condi��o n�o s� necess�ria mas tamb�m suficiente pra definir de forma simples e indiscut�vel o g�nero.

O ponto foi, psic�logos e psiquiatras - como m�dicos e fam�lias, incluindo a lei - entendiam - e muitos ainda entendem assim - alguns aspectos do que chamam "realidade" a partir de um determinado ponto de vista:

  • 1. A bipolaridade de g�nero / sexo era "normal" e "radical", de forma absoluta (posi��o ideol�gica e n�o cient�fica);

  • 2. A absoluta determina��o do g�nero pela conforma��o dos genitais como uma realidade absoluta (posi��o ideol�gica e nada cient�fica);

  • 3. Cada indiv�duo que n�o percebe a realidade DESSA MANEIRA (posi��o ideol�gica e n�o cient�fica) certamente n�o perceberia a "realidade" da forma "correta", demonstrando necessitar de uma avalia��o ps�quica e de tratamento mental;

  • 4. Qualquer mudan�a no corpo, principalmente corre��o genital n�o seria uma "corre��o" mas um "crime" contra o pr�prio indiv�duo (devido � sua falta de boa percep��o da realidade - ele n�o "saberia o que estaria fazendo a si mesmo"), contra a sociedade e contra "Deus" (que de forma misteriosa seria muito contrariado e ficaria absolutamente indignado e ofendido com qualquer iniciativa de corrigir sua cria��o)- premissas absolutamente ideol�gicas, nada cient�ficas, contr�rias aos direitos da pessoa humana, e limitada a uma percep��o local de divindade.

    Se a divindade se ofendesse com o que fazemos com sua cria��o, n�s que estamos destruindo o planeta, e o come�amos a destruir assim que derrubamos �rvores na pr�-hist�ria para queimar e fazer fogueiras e depois para fazer utens�lios e m�veis, e depois para plantarmos cereais, e assim por diante. N�o podemos esquecer que essa alega��o � fruto de uma percep��o particular de divindade. Outras culturas a ou as percebem de forma diversa, portanto quanto a este ponto, mesmo do ponto de vista teol�gico, h� controv�rsias.

    Mais tarde, a declara��o 4 vem sendo alterada para uma nova, quando ap�s uma s�rie de avalia��es mentais algu�m pode ter uma "mudan�a de sexo" - e n�o uma corre��o genital a uma realidade vivida e percebida, e que jamais foi alterada.

    Em um ponto, quase todos os terapeutas concordam: algu�m que gostaria de "mudar de sexo", teria necessariamente de ser realmente um "homossexual radical"! Uma esp�cie de "est�pido" homossexual - para quem ser homossexual n�o seria suficiente, necessitando para se sentir bem mudar o corpo e at� os genitais!

    Ent�o, algu�m que mostra a necessidade de "mudan�a e sexo", e n�o era um "homossexual" seria realmente absolutamente inesperado. Para mudar de sexo de M para F (MtF) e mais tarde gostar de uma mulher e agir como uma l�sbica! Ou vice - versa como um homossexual! Tolice! Uma esp�cie de "autoginefilia" ou uma esp�cie de "autoandrofilia" - s� pelos nomes j� parecem condi��es terrivelmente doentes!

    Todas estas reac��es RADICAIS ao facto de que a identidade de g�nero N�O � DEFINIDA pelos genitais - nem pelos cromossomos, nem por qualquer outra causa simples produzindo linearmente um efeito. A complexidade da auto-percep��o do g�nero induziu em erro os "peritos", at� os dias de hoje.

    Outro importante fato foi, durante quase todo o tempo, os "especialistas" haverem ignorado que a auto - percep��o � algo virtualmente formado na mente atrav�s do c�rebro, e por isso o c�rebro necessita ser necessariamente importante, na forma��o da identidade de g�nero.

    Desde os anos 60, Dr.Gunther D�rner, Ph.D, o chefe do Departamento de Endocrinologia da Universidade Humboldt de Berlim (no lado leste de Berlim, ent�o Berlim Oriental) come�ou a pesquisar a diferencia��o sexual do c�rebro - em ratos e outros rodendos. Ele percebeu que quando destru�a partes do c�rebro basal (parte reptiliana) dos ratos, eles mudavam suas posturas sexuais. Um rato originalmente do sexo masculino mostrava a postura de "lordose" feminina. Os �rg�os genitais eram normais, a gen�tica era normal, o c�rebro foi manipulado.

    De certa forma misteriosa a "auto - percep��o" do rato mudou, mudando o c�rebro.

    Dr.D�rner foi gerando "ratos" com s�ndrome de Benjamim (neurodiscordantes de g�nero ou transexuais), em laborat�rio.

    Infelizmente, o pr�prio investigador n�o entendeu os seus pr�prios resultados - nas d�cadas de 60 e 70 e mesmo 80, a transexualidade n�o era o problema, mas a homossexualidade estava debaixo dos holofotes - e ele interpretou seus resultados, como se os ratos fossem mudando de heterossexuais para homossexuais.

    Dessa forma, a sua investiga��o n�o foi muito bem aceita no mundo ocidental (ele era um m�dico alem�o, no p�s guerra, manipulando c�rebros, e ainda por cima era comunista!), e a maior parte de sua pesquisa foi quase perdida com o tempo (sugiro a leitura de meu livro "Meu Sexo Real", editora Vozes 1998, sob pseud�nimo de Martha Freitas - entro a fundo nessas pesquisas de D�rner).

    Ao mesmo tempo, nos E.U.A., Dr.John Money, Ph.D, afirmava que algu�m "aprende a ser um menino ou uma menina como aprende uma l�ngua". Ele mostrava seu "sucesso" com David Reimer (John/Joan) como a evid�ncia cabal de suas teses, o que confirmava "com provas" em pessoas humanas vivas, e n�o em ratos e cad�veres sua investiga��o e conclus�es. Mais tarde, atrav�s do Dr.Milton Diamond, Ph.D. e do jornalista John Colapinto, o mundo saberia que a terapia e os resultados com David Reimer eram falsos (mais tarde David terminou por se suicidar - ele foi manipulado, torturado em crian�a, para ver se "aprendia" a ser menina como queria Money - e n�o aprendeu. Money publicou que ele havia aprendido e iludiu mais de uma gera��o de pesquisadores com sua falsa "ci�ncia"), e ele nunca aprendeu a ser uma menina.

    Gunther D�rner estava muito mais pr�ximo da realidade do que John Money - e a academia - como soe acontecer com uma frequ�ncia desagrad�vel - tomou o caminho errado ent�o, execrando D�rner e seguindo Money.

    O c�rebro � a parte central, onde todas as nossas auto - percep��es s�o formadas - inclusive sobre g�nero.

    Os processos de diferencia��o que regulam a diferencia��o sexual de partes basais do c�rebro como stria terminalis, hipot�lamo, amydalas e outras partes do sistema l�mbico, � muito diferente quando comparado com os processos que diferenciam os tecidos genitais.

    Eles acontecem com diferentes controles, em diferentes momentos durante a gesta��o, com base em diferentes processos, de diferentes complexidades e com diferentes vari�veis!

    Por outro lado, uma s�rie de experi�ncias com Rhesus mostram que partes basais do c�rebro est�o bem desenvolvidos e formados - organizados - por ocasi�o do nascimento para todos os primatas estudados , incluindo o homem (o mesmo n�o acontece em outras esp�cies mais primitivas, como roedores, aves). Portanto, como j� foi afirmado, e foi publicado no Brasil em 1998 ( "Meu Sexo Real" - Martha Freitas (meu pseud�nimo) - Vozes Editores, 1998), a identidade de g�nero � formada a partir do c�rebro, e o seu n�cleo central, seu cerne � a parte basal do c�rebro - e em primatas, essa forma��o/organiza��o acontece durante a gesta��o, e pode estar em NEURODISCORD�NCIA DE G�NERO em rela��o aos tecidos genitais.

    Esse termo "Gender Neurodiscord" (Neurodiscord�ncia de G�nero - o original em Portugu�s), foi criado por n�s - Dr.Dorina Epps Quaglia, MD, Ph.D.; Dr.Jalma Jurado, MD, Ph.D.; Dr.Julio Cezar Meirelles Gomes, MD; e eu, depois de uma reuni�o realizada no Brasil sobre essas quest�es e, mais tarde, foi considerado em alguns documentos e livros publicados no Brasil e artigos nos USA.

    Vamos considerar novamente os antigos pontos de vista:

    • 1. G�nero � uma bipolaridade. Simplesmente, ele N�O � UMA BIPOLARIDADE! Trata - se de um espectro, onde eventos extremos como a neurodiscordancia de genero - ou transsex ou Harry Benjamin Syndrome - certamente acontecer� como uma possibilidade extrema entre outras poss�veis mais prov�veis. Os eventos extremos acontecem com baixa probabilidade, eles s�o raros, como grandes terremotos s�o raros mas reais. Eventos extremos existem e s�o reais, eles fazem parte da realidade.

    • 2. O g�nero n�o � determinado pela conforma��o genital. Essa � uma simplifica��o que leva a grandes erros. A identidade de g�nero est� relacionada NECESSARIAMENTE com o c�rebro - e o c�rebro � uma parte do corpo. O c�rebro n�o precisa obrigatoriamente estar em harmonia com os tecidos genitais, devido ao fato de que os processos de forma��o s�o muito diferentes, com diferentes controles, organizado de forma diferente em diferentes momentos. O c�rebro e seus processos s�o muito mais complexos do que os processos que regem os tecidos genitais. As rela��es entre eles N�O PODEM SER simples.

    • 3. A percep��o da realidade n�o se baseia cientificamente em distribui��es Gaussianas "normais" apenas. A realidade � extremamente complexa, algo que necessita, dependendo da escala, da incerteza e n�o-localidade da F�sica Qu�ntica ou, dependendo da escala, da complexidade matem�tica da Teoria da Relatividade. A realidade na escala dos fen�menos humanos � muito mais fractal e auto - similar, onde eventos extremos podem acontecer e s�o reais, do que "normal" ou Gaussiana. O velho esquema simplista - a elimina��o do inesperado como "anormal" - era uma express�o da ignor�ncia que leva a uma percep��o distorcida da realidade - percep��o simplista esta que se tornada dogma, vira ideologia e n�o ci�ncia. O problema sempre esteve na superficial percep��o da "ci�ncia" de ent�o, por "especialistas" que generalizavam o que n�o podiam e de forma ideologica dogmatizavam sua pr�pria ignor�ncia como ci�ncia. Dogmaticamente ent�o, por n�o se adaptarem, se acusava os portadores de uma HBS/TS de n�o perceberem "corretamente" a "realidade"!

    • 4. Por que algu�m que se sente mal com uma parte do corpo, n�o pode pleitear a melhor corre��o de forma a poder se sentir uma pessoa plena, com harmonia interior?

      Obviamente, ningu�m aprende a ser como aprende uma l�ngua. Nem o gato, nem o rato, nem o c�o, ou o macaco, e obviamente n�o tamb�m as crian�as primatas humanas.

      Tamb�m neurodiscordantes de g�nero (HBS / TS) n�o s�o insensatos homossexuais ou l�sbicas. Nem nada deste tipo.

      Eventos extremos acontecem e s�o reais. Eles acontecem na Natureza. Eles acontecem dentro de nosso c�rebro, dentro de nossas vidas, dentro de nosso mundo.

      A s�ndrome de Harry Benjamin (neurodiscord�ncia de g�nero ou TS - transsex) � um radical desenvolvimento da identidade de g�nero, desde o �tero. � percebido desde a primeira inf�ncia, e vivido como uma situa��o inesperada, como um evento extremo entre todos os poss�veis estados determinados pelo desenvolvimento da identidade de g�nero entre humanos, que engloba uma enorme diversidade de desenvolvimentos poss�veis.

      Existe a possibilidade de "diagn�stico" (nosso m�todo Gendercare baseado na Web - pensamos ser o melhor para que a avalia��o / diagn�stico seja objetiva). Assim os HBS/TS podem ser facilmente reconhecidos, � um estado raro, � uma condi��o extrema, e necessitam ajuda m�dica para sua harmoniza��o interior e social.

      N�o se trata necessariamente de um estado ou de uma condi��o relacionada a um problema mental - pelo contr�rio, muito raramente � uma condi��o relacionada a um problema mental, e quando isso soe acontecer, o problema mental n�o � a causa, mas um efeito de uma vida sofrida e que passa por maus tratos.

      A ajuda m�dica de qualidade para as necessidades HBS/TS s�o uma boa e r�pida avalia��o (como a proporcionada pela internet pela Gendercare), e mais tarde a transi��o (MtF ou FtM), com a terapia hormonal monitorada e controlada at� a desejada cirurgia SRS - cirurgia de redesigna��o sexual ou de transgenitaliza��o CORRETIVA e um perfeito acompanhamento p�s - operat�rio. Depois, o(a) paciente precisa para viver como uma mulher ou um homem normal - uma sociedade local mais esclarecida e inteligente - e se poss�vel, normal.

      Portanto, existe a explica��o para HBS / transsex, e existe uma cura - diagnosticar objetiva e rapidamente, transicionar e corrigir para harmonizar a pessoa consigo mesma e com a sociedade.

      Nossa sociedade humana, por outro lado, algumas vezes me faz acreditar que talvez jamais v� ter cura - de suas ignor�ncias, de seus dogmas, de seus fundamentalismos radicais. De sua hipocrisia, de sua mediocridade que parece end�mica.

      O chimpanz� que pensa, continua com uma enorme dificuldade em aceitar a pr�pria diversidade, e em respeitar seu pr�ximo.

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